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About Literature / Hobbyist Joel Puga34/Male/Portugal Recent Activity
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Bruxas da Noite #9 Trasgos Citadinos
Mais uma vez, uma notícia num jornal local despertou a minha curiosidade. Esta reportava uma série de estranhos acidentes de automóvel que andavam a ocorrer na cidade de Braga. Todos eles aconteciam próximo do local onde os carros ficavam estacionados durante a noite e mostravam sinais de sabotagem, geralmente travões cortados. As mortes já superavam uma dezena. Segundo a notícia, a polícia acreditava que se tratava de um ou vários vândalos em série, mas ainda não tinha encontrado qualquer pista, indício ou testemunha que ajudasse a identificá-los.
Noutros tempos, teria prontamente concordado com as autoridades, mas, depois de tudo o que vira nos meses anteriores, perguntei-me se a causa não seria outra, algo associado ao outro mundo que eu havia descoberto. Como tal, uma noite em que saí tarde do trabalho, decidi fazer uma ronda pela cidade.
A pé, percorri todas a ruas em que carros costumavam ficar e
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Brujas de la Noche #8 La Organizacion
Después de mi descubrimiento del diario, había prácticamente abandonado la exploración urbana. Sin embargo, una noticia en un periódico del Miño despertó, de nuevo, este mi interés.
Un buque con destino al puerto de Viana do Castelo se había hundido en la desembocadura del río Lima. Curiosamente, éste se hundió de proa, quedando la popa y la mitad de atrás fuera del agua en posición casi vertical. La evidente oportunidad para la exploración no me pasó desapercibida.
Justo el fin de semana siguiente, fui hasta Viana. Para mi alivio, esta vez no tuve que mentir ni ocultarle la verdad a mi mujer. Ella estaba muy consciente de mi interés por la exploración urbana. No me gustaba engañarla, y de seguro, ella ya comenzaba a sospechar de algo.
Me encontré con un viejo amigo que me prestó un barco (el mismo que yo había usado para explorar el Camalhão y encontrar el Rey de los Islo
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Witches of the Night #8 The Organization
After my discovery of the diary, I had virtually abandoned urban exploration. However, a report in a Minho's daily newspaper woke once more that interest of mine.
A vessel bound to the port of Viana do Castelo had sunk at the mouth of the river Lima. Interestingly, it sunk bow first, leaving its stern and back half almost vertically out of the water. The obvious opportunity for exploration was not lost in me.
In the next weekend, I went to Viana. To my relief, this time I didn't have to lie or hide the truth from my wife. She was well aware of my interest in urban exploration. I didn't like to deceive her, and she had surely started to suspect something.
I met an old friend who lent me a boat (the same I had used to explore the islets and find their king), and when night fell, I rowed to the wreck.
It occurred to me then that I could have invited the rest of Braga's urban exploration group. I was so used to going on the expeditions based on the diary alone that this time I didn't even
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Bruxas da Noite #8 A Organizacao
Após a minha descoberta do diário, tinha praticamente abandonado a exploração urbana. Contudo, uma notícia num jornal diário minhoto despertou, de novo, esse meu interesse.
Um navio destinado ao porto de Viana do Castelo havia afundado na foz do rio Lima. Curiosamente, este afundara de proa, ficando a popa e a metade de trás fora de água quase na vertical. A óbvia oportunidade para exploração não me passou despercebida.
Logo no fim de semana seguinte, fui até Viana. Para meu alívio, desta vez não tive de mentir nem esconder a verdade da minha mulher. Ela estava bem ciente do meu interesse pela exploração urbana. Não gostava de a enganar, e de certeza que ela já começava a desconfiar de algo.
Encontrei-me com um velho amigo que me emprestou um barco (o mesmo que eu usara para explorar o Camalhão e encontrar o Rei das Ínsuas) e, quando anoiteceu, remei até ao navio naufragad
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Brujas de la Noche #7 Los Cerqueira
Un día, después del trabajo, unos meses después de mi primera visita al Bar de las Hadas, decidí volver allí. Debido al trabajo y a compromisos familiares, ya hacia algún tiempo que no tenía la oportunidad de investigar una de las entradas del diario, pero mi curiosidad comenzaba a ser insoportable. El Bar de las Hadas estaba cerca de la oficina donde trabajaba, por lo que era el lugar ideal para una visita rápida. Quién sabe, tal vez encontrase allí a alguien que pudiera responder a algunas de mis preguntas, o hasta tuviera la oportunidad de visitar los túneles ocultos debajo de Braga.
Como antes, entré en el bar a través de las escaleras situadas detrás de una puerta en el fondo de una pastelería junto al Arco de la Puerta Nueva. Cuando llegué allí, me encontré con una escena similar a la de mi primera visita. Sólo había una diferencia significativa. Sentado al balcón, se encontra
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Witches of the Night #7 The Cerqueiras
One day after work, a few months since my first visit to the Faerie Bar, I decided to go back there. Due to work and family commitments, I hadn't had the opportunity to investigate one of the diary entries for some time, but my curiosity was beginning to become unbearable. The Faerie Bar was close to the office where I worked, so it was an ideal place for a quick visit. Who knows, maybe I would find someone who could answer some of my questions or even have the opportunity to visit the tunnels hidden under Braga.
As before, I accessed the bar via the stairs behind a door in the back of a pastry shop near the Arco da Porta Nova. When I got there, I came across a scene similar to that of my first visit. There was only one significant difference. A man was seated at the counter. Alice had told me that it was rare to see anyone of my race there, so I approached slowly, watching him closely to make sure it wasn't just another human-like creature. As soon as I became sure that I wasn't mista
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Bruxas da Noite #7 Os Cerqueira
Um dia, depois do trabalho, alguns meses após a minha primeira visita ao Bar das Fadas, decidi lá voltar. Devido ao trabalho e a compromissos familiares, já há algum tempo que não tinha a oportunidade de investigar uma das entradas do diário, mas a minha curiosidade começava a tornar-se insuportável. O Bar das Fadas ficava perto do escritório onde trabalhava, pelo que era o local ideal para uma visita rápida. Quem sabe, talvez encontrasse lá alguém que pudesse responder a algumas das minhas perguntas ou até surgisse a oportunidade de visitar os túneis escondidos debaixo de Braga.
Como antes, acedi ao bar através das escadas situadas atrás de uma porta nos fundos de uma pastelaria junto ao Arco da Porta Nova. Quando lá cheguei, deparei-me com uma cena semelhante à da minha primeira visita. Havia apenas uma diferença significativa. Sentado ao balcão, encontrava-se um homem. Alice dissera-m
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Brujas de la Noche #6 El Gato de Campanha
Como seguidor de la exploración urbana, soy, también, un conocedor del arte urbano. A lo largo de los años, tuve la oportunidad de conocer a varios artistas, con los que me mantuve en contacto. Un día, durante una conversación por chat con uno de ellos, descubrí algo extraño.
Quien conoce la Estación de Campanhã, en la ciudad del Porto, sabe que esta está rodeada por una enorme infraestructura de cemento. Lo que la mayoría de la gente desconoce es que hay oculta una enorme red de túneles de servicio, parte de la cual yo ya había tenido la oportunidad de explorar.
Como era de esperar, los artistas urbanos consiguieron entrar en algunos de estos túneles y aprovecharon las paredes para practicar su arte.
Fue durante una de estas visitas que mi amigo y algunos de sus compañeros se encontraron con algo muy extraño. En uno de los túneles encontraron un gato. Esto no tendría nada de extraordinario, si no
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Witches of the Night #6 The Cat of Campanha
As a fan of urban exploration, I'm also a connoisseur of street art. Over the years, I had the opportunity to meet several artists, with whom I kept in touch. One day, during a web chat with one of them, I found out something strange.
Those who know Campanhã Station, in the city of Porto, know that it is surrounded by a huge cement infrastructure. What most people don't know is that it hides a huge network of service tunnels, part of which I had already had the opportunity to explore.
As might be expected, street artists were able to enter some of these tunnels and took advantage of their walls to practice their art.
It was during one of these visits that my friend and a few other colleagues came upon something very strange. In one of the tunnels, they found a cat. This would be nothing exceptional, were it not for the fact that the animal didn't leave the same spot in months and constantly repeated the same movements.
After all I had seen since l found the diary, I couldn't help
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Bruxas da Noite #6 O Gato de Campanha
Como adepto da exploração urbana, sou, também, um apreciador de arte de rua. Ao longo dos anos, tive a oportunidade de conhecer vários artistas, com os quais me mantive em contacto. Um dia, durante uma conversa por chat com um deles, descobri algo estranho.
Quem conhece a Estação de Campanhã, no Porto, sabe que esta está rodeada por uma enorme infraestrutura de cimento. O que a maioria das pessoas desconhece é que esta oculta uma enorme rede de túneis de serviço, parte da qual já tinha tido a oportunidade de explorar.
Como seria de esperar, artistas de rua conseguiram entrar em alguns destes túneis e aproveitaram as paredes para praticar a sua arte.
Foi durante uma destas visitas que o meu amigo e mais alguns colegas se depararam com algo de muito estranho. Num dos túneis, encontraram um gato. Isto nada teria de excecional, não fosse o facto de o animal não sair do mesmo sítio há meses e repetir c
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Brujas de la Noche #5 El Culto
Aprovechando que iba a pasar las vacaciones de Navidad con mi mujer e hija en la casa de mis abuelos, en Viana do Castelo, decidí explorar otra de las entradas del diario que había encontrado.
Esta vez, mi curiosidad se fijó en un lugar importante de mi infancia. Desde pequeño había escuchado a mi padre y a mi abuelo contar historias sobre las ruinas del convento de San Francisco. Entre ellas, destacaba un ya antiguo rumor de que el lugar era utilizado para los extraños rituales popularmente conocidos como macumba. Nunca había encontrado ningunas pruebas de ello, ni siquiera alguien que dijera haberlos visto, hasta que, al leer el diario, encontré una entrada que hablaba de un culto que se reunía en el convento.
Como imaginé, la timidez de mi predecesor no le permitió ver todo el ritual, y él sólo asistió a una pequeña parte a través de las rejas de la puerta.
Usando de nuevo la excusa de que iba a visitar
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Witches of the Night #5 The Cult
Taking advantage of the fact that I was spending the Christmas holidays with my wife and daughter at my grandparents' house in Viana do Castelo, I decided to explore another of the diary entries I had found.
This time, my curiosity focused on an important place of my childhood. Since I was a little boy, I heard my father and grandfather tell stories about the ruins of the San Francisco convent. Among them, was an old rumor that the place was used for strange rituals popularly known as Macumba. I had never found any evidence of it, until, reading the diary, I came upon an entry about a cult that met in the convent.
As usual, the timidity of my predecessor hadn't allowed him to watch the whole ritual, and he only saw a small part through the gate rails.
Using again the excuse that I was going to visit an old friend, on the night of the first Monday after Christmas, the day of the week in which the diary said the cult gathered, I went up to the convent. When I was a kid, it was situated i
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Bruxas da Noite #5 O Culto
Aproveitando que estava a passar as férias de Natal com a minha mulher e filha em casa dos meus avós, em Viana do Castelo, decidi explorar outra das entradas do diário que encontrara.
Desta vez, a minha curiosidade incidiu sobre um local importante da minha infância. Desde pequeno, ouvi o meu pai e o meu avô contarem histórias sobre as ruínas do convento de São Francisco. Entre elas, destacava-se um já antigo rumor de que o local era usado para estranhos rituais popularmente conhecidos como macumba. Nunca tinha encontrado nenhumas provas de tal, nem sequer alguém que dissesse ter assistido, até que, ao ler o diário, encontrei uma entrada que referia um culto que se reunia no convento.
Como habitual, a timidez do meu antecessor não lhe permitira assistir a todo o ritual, e ele apenas vira uma pequena parte através das grades do portão.
Usando de novo a desculpa de que ia visitar um velho amigo, na noite da primei
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Brujas de la Noche #4 El Rey de los Islotes
Como era tradición por la Navidad, mi mujer, mi hija y yo nos fuimos a pasar una semana de vacaciones en casa de mis abuelos, en Viana do Castelo. Algunas de las entradas en el diario que había encontrado ocurrieron en o cerca de esa ciudad, por lo que aproveché la oportunidad para investigar.
Una noche, después de cenar, me excusé diciendo que iba a hablar con algunos viejos amigos y me dirigí hasta la orilla del río Lima. La excusa no era una absoluta mentira. Durante la tarde, había llamado a un amigo de infancia para que me prestara un bote, y charlamos durante una hora y media antes de empezar a remar.
Estaba allí para investigar unas sombras, siluetas peculiares y extraños movimientos en los juncos que el autor del diario había visto en los islotes cercanos a la desembocadura del río. Como de costumbre, mi predecesor no había investigado el tema a fondo, ni siquiera había salido de la orilla, pero yo estaba dec
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Witches of the Night #4 The King of the Islets
As was tradition, at Christmas time, me, my wife and my daughter spent a week's vacation at my grandparents' house in Viana do Castelo. Some of the entries in the diary I had found occurred in or near this town, so I took the opportunity to investigate them.
One evening, after dinner, with the excuse that I was going to see an old friend, I left and headed for the Lima riverbank. That excuse wasn't even an absolute lie. In the afternoon, I had phoned a childhood friend and asked him to lend me his boat, and when I went to get it, we talked for half an hour before I got on board and started rowing.
I was there to investigate peculiar shadows and silhouettes and strange movements in the reeds that the author of the diary found in the islets near the mouth of the river. As usual, my predecessor hadn't investigated the matter in depth, hadn't even left the river bank, but I was determined to find out what was happening.
So, I rowed to the largest of the islets, popularly known as Camalh
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Bruxas da Noite #4 O Rei das Insuas
Como era tradição, na altura do Natal, eu, a minha mulher e a minha filha passámos uma semana de férias em casa dos meus avós, em Viana do Castelo. Algumas das entradas no diário que encontrara passavam-se em ou perto dessa cidade, pelo que aproveitei a oportunidade para as investigar.
Uma noite, depois do jantar, desculpando-me dizendo que ia falar com alguns velhos amigos, saí e dirigi-me até à margem do rio Lima. A desculpa até nem era uma absoluta mentira. Durante a tarde, havia telefonado a um amigo de infância para ele me emprestar um barco, e ainda conversámos durante uma meia hora antes de eu entrar a bordo e começar a remar.
Estava ali para investigar umas sombras e silhuetas peculiares, e estranhos movimentos nos juncos que o autor do diário havia visto nas ínsuas próximas da foz do rio. Como habitual, o meu antecessor não havia investigado a questão a fundo, nem sequer saíra da mar
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Joel Puga
Artist | Hobbyist | Literature
Portugal
Joel Puga was born in the Portuguese city of Viana do Castelo. From a very early age, he showed a propensity for writing, creating stories that he shared with family and friends. Later, he saw his tales published in several Portuguese fanzines and anthologies. He recently decided to pursue self-publishing, seduced by the freedom that it gives him.

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Joel Puga nasceu na cidade portuguesa de Viana do Castelo. Desde muito cedo, mostrou apetência para a escrita, criando histórias que partilhava com a família e os amigos. Mais tarde, viu contos seus serem publicados em diversas fanzines e antologias portuguesas. Recentemente, decidiu enveredar pela autopublicação, seduzido pela liberdade que esta lhe proporciona.

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Joel Puga nació en la ciudad portuguesa de Viana do Castelo. Desde muy temprano mostró gusto por la escrita, creando historias que compartía con su familia y amigos. Más tarde, vio sus cuentos publicados en diversos fanzines y antologías portuguesas. Recientemente, decidió auto-publicar sus historias, seducido por la libertad que esto le proporciona.

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Mais uma vez, uma notícia num jornal local despertou a minha curiosidade. Esta reportava uma série de estranhos acidentes de automóvel que andavam a ocorrer na cidade de Braga. Todos eles aconteciam próximo do local onde os carros ficavam estacionados durante a noite e mostravam sinais de sabotagem, geralmente travões cortados. As mortes já superavam uma dezena. Segundo a notícia, a polícia acreditava que se tratava de um ou vários vândalos em série, mas ainda não tinha encontrado qualquer pista, indício ou testemunha que ajudasse a identificá-los.

Noutros tempos, teria prontamente concordado com as autoridades, mas, depois de tudo o que vira nos meses anteriores, perguntei-me se a causa não seria outra, algo associado ao outro mundo que eu havia descoberto. Como tal, uma noite em que saí tarde do trabalho, decidi fazer uma ronda pela cidade.

A pé, percorri todas a ruas em que carros costumavam ficar estacionados durante a noite, atento a qualquer movimento debaixo deles. Durante a primeira hora, não vi mais do que um ou outro animal vadio. Contudo, perto da meia noite, avistei um estranho vulto negro debaixo de um Ford Fiesta. Se eu não tivesse visto criaturas bizarras antes, podia ter pensado que se tratava de mais um gato, mas havia algo na forma daquela sombra que não parecia animal.

Aproximei-me. Lentamente, baixei-me, e, ligando rapidamente a lanterna, espreitei para baixo do carro. O que encontrei, realmente, não foi um gato, mas sim um trasgo, como os que eu ajudara a libertar da casa dos Cerqueira. Estava, claramente, a tentar romper parte das tubagens e cablagens na parte de baixo do carro.

Alarmado, o ser tentou fugir. Agarrei-o por um braço. Se o capturasse, talvez pudesse encontrar alguém que conseguisse comunicar com ele e perceber porque estava a fazer aquilo. Contudo, o trasgo prontamente me mordeu a mão, obrigando-me a largá-lo. Ainda corri atrás dele, mas, usando os seus quatro membros, era muito mais rápido do que eu. Perdi-o, por fim, quando ele subiu a parede do terreno adjacente a uma das torres medievais da cidade. Para além de ser demasiado alta para eu escalar, tratava-se de propriedade privada habitada, que eu não me atrevia a invadir.

O encontro, contudo, não foi infrutífero. Quando agarrei o braço da criatura, apercebi-me que este tinha uma marca constituída por um círculo com um C invertido gravado na pele. Decidi, então, ir até ao Bar das Fadas procurar Alice na esperança que ela soubesse do que se tratava e isso me desse alguma pista sobre a origem e objetivos daquele trasgo.

Como esperava, e como em quase todas as minhas visitas ao Bar das Fadas, encontrei Alice sentada ao balcão. Sentei-me ao lado dela. Depois da nossa aventura na casa dos Cerqueira, ela já não parecia tão ressentida com o nosso primeiro encontro, pelo que não tive dificuldade em iniciar a conversa. Depois dos cumprimentos iniciais, falei-lhe dos acidentes, das mortes, da minha vigília e do meu encontro incriminatório com o trasgo.

- Já ouvi falar desses acidentes - disse ela. - Quase todos os carros bateram em sítios habitados por algumas das nossas raças mais pequenas. Aquele que derrubou a parede do Palácio dos Biscainhos destruiu uma comunidade inteira de fadas que fizeram casa no interior oco. A Marta, a fada que foi connosco à quinta dos Cerqueira, perdeu a família toda. Que tenha sido um trasgo a causar os acidentes pode ser uma revelação importante.

Fiquei em silêncio durante um instante, tentando digerir o que acabara de ouvir. As mortes podiam ter sido apenas danos colaterais de alguém a tentar disfarçar atentados contra as fadas como acidentes. Contudo, isso não reduzia a minha vontade de encontrar o responsável. Antes pelo contrário.

Contei, então, a Alice sobre marca que vi no braço do trasgo. Ela olhou para mim com uma expressão grave.

- Eu já vi essa marca antes - disse ela. - Nos trasgos que libertámos da quinta dos Cerqueira.

Nesse momento, fiquei sem pinga de sangue. Uma, talvez mais, das criaturas cuja libertação eu promovera e ajudara, podia ser responsável por mais de uma dezena de mortes. Era difícil não sentir que o sangue deles estava nas minhas mãos.

- Tens a certeza? - perguntei, procurando uma brecha por onde escapar à minha culpa.

Ela apenas acenou com a cabeça, em silêncio.

Levantei-me imediatamente e voltei para as ruas de Braga, mais decidido do que nunca a descobrir a razão para todas aquelas mortes.

Dirigi-me à rua onde encontrara o trasgo. Com sorte, tinha-o interrompido antes de ele acabar a sua sabotagem e voltaria para terminar o trabalho.

Esperei, imóvel, sob a sombra de uma árvore, na esperança que a escuridão me escondesse. Estive ali quase uma hora, antes de o trasgo voltar, saído de uma quelha próxima. Assumi que era o mesmo, pois dirigiu-se para o mesmo carro. Desta vez, não interrompi o seu trabalho. Queria que terminasse para segui-lo e ver para onde iria  depois. Havia ali algo mais, tinha de haver, e ia descobrir o que era, ou a culpa seria minha… Mais tarde deixaria no para-brisas uma mensagem a avisar o condutor do carro.

A criatura nem cinco minutos esteve debaixo do veículo. Correu para a quelha de onde emergira e, desta vez, consegui ir atrás dele. Estava preocupado em não perdê-lo, como da última vez, felizmente, a perseguição não foi longa. Vi-o a subir a parede traseira de uma casa abandonada nas Carvalheiras - um largo situado no outro extremo da quelha - e a desaparecer na escuridão atrás das grades que delimitavam o jardim, construído sobre a garagem. Conhecia bem aquela casa, já a tinha visitado com o grupo de exploração urbana, pelo que sabia como entrar. Não tinha a agilidade nem as garras do trasgo, porém, subindo para cima de uma caixa de eletricidade, consegui alcançar um espaço entre as grades largo o suficiente para eu passar.

Como era habitual em casas abandonadas há muito tempo, esta havia sido vandalizada. A porta traseira tinha sido arrombada. Entrei. Peguei na minha lanterna, mas não me atrevi a acendê-la. Não queria assustar quem ou o que lá estivesse, pelo menos não antes de eu descobrir o que se passava. Ainda assim, a luz da lua, das estrelas e até da iluminação pública que entrava pelas janelas partidas iluminava o interior o suficiente para eu ver o que me circundava.

O chão do vestíbulo estava pejado de folhas, provavelmente trazidas pelo vento através da porta. Felizmente, também estava coberto de pó, no qual se viam, distintamente, várias pequenas pegadas, que assumi serem de trasgo. Segui-as até à escadaria que levava ao piso superior, ignorando duas portas abertas para salas que, pelo pouco e empoeirado mobiliário que ainda continham, eram de estar e de jantar.

As escadas de madeira rangentes levaram-me até ao corredor do andar superior, onde se alinhavam várias portas abertas ou arrombadas. A luz que saía destas era suficiente para eu ver o que me rodeava. Como no andar de baixo, o corredor estava coberto de pó, e neste continuavam a ver-se as pegadas de trasgo. Segui-as até um dos quartos.

Mal cheguei à porta, vi pequenos vultos, certamente trasgos, a correr e desaparecer pela porta que levava à varanda. Esta, porém, enquadrava uma forma maior, talvez até mais alta do que eu. Não parecia particularmente incomodada com a minha presença, pois não moveu um só músculo quando entrei no quarto.

Um capuz e uma capa cobriam-lhe todo o corpo e, com a escassa iluminação, era impossível eu conseguir ver o que se encontrava debaixo.

- Quem é você? - perguntei. - O que pretende?

Só podia ser este vulto quem controlava os trasgos, pelo que era altura de eu obter algumas respostas sobre os acidentes e as mortes.

- Vai-te embora - respondeu a criatura com uma voz feminina e rouca. - Isto não tem nada a ver contigo nem com os da tua raça. Esquece tudo o que viste.

- Mas... - comecei eu, mas ela virou-me costas e avançou para a varanda.

Corri atrás dela, disposto a lutar se fosse preciso, para obter respostas. Contudo, mal chegou ao exterior, ela começou a pairar. A surpresa fez-me hesitar momentaneamente, tempo suficiente para a criatura se elevar no céu noturno, bem acima da casa. Vi-a, então, voar em direção a oeste, desaparecendo pouco depois detrás dos prédios que ocultavam o horizonte.

Frustrado, deixei a casa e encaminhei-me de novo para o Bar das Fadas. Talvez Alice soubesse quem ou o que era aquele ser encapuçado.

Ela ainda lá se encontrava, sentada ao balcão, no mesmo sítio. Sentei-me a seu lado e, antes de ela ter tempo de dizer alguma coisa, contei-lhe o que tinha acabado de descobrir. Quando lhe falei da figura encapuçada e de como esta levantara voo, uma expressão aterrorizada apareceu na sua face.

- Bruxas da Noite - sussurrou ela, como se tivesse medo de dizer o nome em voz alta.

- Quem são as Bruxas da Noite? - perguntei, alarmado com a sua reação.

- A lenda das Bruxas da Noite é muito antiga. Diz-se que são criaturas misteriosas que atacam algumas das nossas raças. Como é normal nestas coisas, há várias histórias de avistamentos, se bem que ultimamente tem-se ouvido mais. Nunca lhes dei muita importância. Mas, agora, com o que me contaste...

Continuámos a conversar sobre as Bruxas da Noite durante mais algum tempo. Infelizmente, as histórias que ela conhecia não eram muito úteis. Frequentemente, contrariavam-se umas às outras. Mas é essa a natureza das lendas.

Deixei o Bar das Fadas decidido a encontrar e fazer o que pudesse para parar as Bruxas da Noite. Quando cheguei a casa, a minha mulher já tinha adormecido. Eu ligara-lhe a dizer que ia trabalhar até tarde. Não me juntei a ela de imediato. Sentei-me à secretária com o diário que havia encontrado, procurando por todas as entradas sobre bruxas. As minhas próximas expedições iam centrar-se nelas.

My new epic fantasy novel "The Godungava" is now available for pre-order on Amazon at one third of the final price. I will keep this discount during all of the pre-order period, so go and take advantage of it.

"During the day, Seidus is just a simple blacksmith. At night, nevertheless, he becomes the hero of a world that exists only inside his head. However, few ideas come to the isolated village where he lives and, over the years, his inner world has become repetitive and boring. Accompanied by Iriáris, a childhood friend, he leaves in search of new ideas, but they quickly become involved in a dangerous quest for an ancestral artifact that can save their nation from the invasion of a powerful enemy: the Godungava. 

As they follow the clues leading to the artifact, Seidus, Iriáris and their new companions are forced to visit the most dangerous places in the Theocracy of Charglassume and encounter kappas, veloryans, hydras, the undead, and even dragons, while attempting to prevent their rivals from reaching their goal before them. Filled with adventure, fantastic locations and creatures, magic and battles, this is an ideal book for any lover of epic fantasy and sword and sorcery."

You can find it on the following retailers:

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PORTUGUÊS - Vejam onde podem encontrar a versão portuguesa deste livro em joelpuga.com/pt/livros/o-godun…

ESPAÑOL - Este es un anuncio para mi nuevo libro "El Godungava". La versión en español estará disponible en breve.

Después de mi descubrimiento del diario, había prácticamente abandonado la exploración urbana. Sin embargo, una noticia en un periódico del Miño despertó, de nuevo, este mi interés.

Un buque con destino al puerto de Viana do Castelo se había hundido en la desembocadura del río Lima. Curiosamente, éste se hundió de proa, quedando la popa y la mitad de atrás fuera del agua en posición casi vertical. La evidente oportunidad para la exploración no me pasó desapercibida.

Justo el fin de semana siguiente, fui hasta Viana. Para mi alivio, esta vez no tuve que mentir ni ocultarle la verdad a mi mujer. Ella estaba muy consciente de mi interés por la exploración urbana. No me gustaba engañarla, y de seguro, ella ya comenzaba a sospechar de algo.

Me encontré con un viejo amigo que me prestó un barco (el mismo que yo había usado para explorar el Camalhão y encontrar el Rey de los Islotes) y, cuando oscureció, remé hasta el barco naufragado.

Se me ocurrió entonces, que podía haber invitado al resto del grupo de exploración urbana de Braga. Ya estaba tan acostumbrado a hacer las expediciones basadas en el diario solo que, esta vez, ni me acordé de ellos. Tanto mejor, con lo que estaba a punto de descubrir.

Ya cerca del buque, con la ayuda de mi linterna, busqué un sitio por donde entrar. No tardé en encontrar un ojo de buey situado justo por encima de la línea de agua. Me acerqué y, con el mango de la linterna, partí el cristal. Tuve alguna dificultad en pasar por la exigua entrada, pero acabé lográndolo.

Mal puse los pies en el suelo metálico, apunté la linterna a mi alrededor. Estaba en una cabina. Lo primero que me saltó a la vista fue que ésta no tenía muebles. Sin embargo, ese no era el elemento más extraño de aquella división. Para mi sorpresa, la puerta se encontraba en posición simétrica a mí. Como el barco se había hundido de proa, yo debía de estar sobre una de las paredes. Por lo tanto, era como si aquella cabina estuviera preparada para inclinarse noventa grados.

Me acerqué a la puerta y, con cautela, abrí una rendija. Del otro lado solo encontré oscuridad, por lo que abrí la puerta un poco más y apunté la linterna hacia el exterior. Vi, entonces, un pasillo donde se alineaban varias otras puertas. Salí y empecé a abrirlas. Detrás de cada una, encontré solamente cabinas vacías que poco diferían de aquella por donde yo había entrado.

Finalmente, después de una curva en el pasillo, vi un brillo a la distancia. Me acerqué y encontré una puerta hermética entreabierta. Detrás de ella, provenía la luz. La abrí, esperando revelar otro corredor, pero lo que encontré fue algo que nunca había imaginado.

Frente a mí, estaba ahora un enorme espacio abierto que debía ocupar gran parte de la mitad sumergida del buque. Unas escaleras metálicas llevaban hasta una red de plataformas y pasajes y, por fin, hacia el suelo. Éste estaba formado por tierra fangosa que, a esa profundidad, sólo podía ser el lecho del río. Sobre él y en las plataformas, los hombres, las grúas y las palas mixtas, abrían un enorme agujero.

Después de ver gigantescas bisagras y pistones hidráulicos soldados al interior del casco, me di cuenta de que el barco estaba no sólo preparado para girar noventa grados; también se podía abrir la proa para explorar el fondo. Inmediatamente, me pregunté que estarían buscando, pero un golpe en la cabeza me hizo perder los sentidos y me impidió ir luego en busca de la respuesta.

Cuando recobré los sentidos, me encontré en una de las cabinas pequeñas y vacías de los niveles superiores. Ésta, sin embargo, no tenía ojos de buey, y la poca iluminación provenía solamente de una luz que entraba por debajo de la puerta. Busqué en mis bolsillos, pero todo lo que tenía  en ellos (teléfono móvil, linterna, navaja, cartera, llaves) había desaparecido.

No sé cuánto tiempo estuve allí hasta que escuché la puerta siendo desbloqueada. Ésta se abrió poco después, revelando cuatro hombres. Tres de ellos vestían uniformes grises oscuros, incluyendo botas y boinas, y llevaban rifles de asalto. Eran claramente militares, pero no tenían ninguna insignia que su país o servicio.

El cuarto hombre, sin embargo, vestía traje y corbata negros y una camisa blanca. Tenía el pelo corto y bien peinado, con algún gel, y no sería mucho más viejo que yo, probablemente en el inicio de los cuarenta. De hecho, parecía uno de los hombres de negocios con los que me cruzo a diario en la empresa.

Haciendo señal a los soldados para que permaneciesen en el corredor, el hombre entró en la cabina y se acercó a mí.

- Mi nombre es Almeida y soy el encargado de esta investigación - dijo, extendiendo la mano.

Por mero hábito, le apreté la mano. Él puso entonces, las manos en los bolsillos de los pantalones.

- Yo soy... - empecé a decir.

- Yo sé quién eres - me interrumpió Almeida. - ¿Sabes?, tu blog no nos pasó desapercibido.

Esa afirmación me cogió de sorpresa. De hecho, yo tenía un blog donde escribía sobre mis exploraciones, pero era poco leído (pueden encontrarlo en www.terceirarealidade.wordpress.com; pero, como verán a continuación, no es una fuente muy fiable). Sin embargo, nunca nadie me había identificado como el autor.

- No hay necesidad de estar tan sorprendido. Sus actividades son de gran interés para nosotros.

- ¿Por qué? - fue la única cosa que recordé decir.

- Los blogs pueden ser una buena herramienta para desacreditar los acontecimientos que son nuestra responsabilidad ocultar. Cuantos más locos escriban sobre estos temas, menos el público cree en ellos.

No necesitaba escuchar nada más para darme cuenta de quienes eran aquellos hombres. Se trataba, sin duda, de la organización de la que Alice me había comentado, que se encargaba de ocultar el mundo que existe paralelo al nuestro.

- Por cierto, tengo una propuesta para usted - continuó Almeida. - Si estuvier de acuerdo en añadir artículos y cambiar los escritos por usted según nuestras instrucciones, estoy dispuesto a mostrarle lo que hemos encontrado aquí. Si no, recuerde que podemos hacer desaparecer su blog y dificultar mucho su vida y la de su familia.

Viendo a los soldados detrás de él y pensando en todos los recursos usados en la excavación del lecho del río, por no hablar del buque en sí, no dudaba de que él fuera capaz de cumplir su amenaza. Además, yo escribía el blog más para pasar el tiempo que para ser leído, por lo que la veracidad de lo que allí estaba escrito no era de gran importancia para mí. Acepté la propuesta de Almeida sin mayor duda.

- ¡Excelente! - respondió él. - Venga conmigo. Estamos cerca de encontrar lo que hemos venido a buscar aquí.

Él me llevó de vuelta a los pasillos y, a través de ellos, hasta la enorme cámara donde transcurría la excavación. Desde una plataforma, observamos los trabajos. A nuestro lado, una pantalla mostraba lo que sólo podía ser una imagen del subsuelo obtenida por algún tipo de sensor. En ésta, se veía claramente una gran mancha blanca que sólo podía ser lo que aquellos hombres buscaban. Almeida no me dijo de qué se trataba, y yo no le pregunté. Después de todo, a juzgar por la imagen, lo iba a descubrir en breve.

Minutos después, algo surgió. Por entre el barro oscuro, se veía, ahora, un punto blanco. Las máquinas se detuvieron, siendo la excavación retomada por hombres con palas.

Poco a poco, el misterioso objeto fue revelado. A cada segundo que pasaba, parecía ser de mayor tamaño. A la distancia a la que me encontraba era difícil estar seguro, pero la materia blanca que lo formaba parecía tener una textura extraña, semejante a la de la piel. De hecho, siempre que uno de los trabajadores le tocaba, ésta mostraba una cierta elasticidad.

Cuando, al cabo de más de una hora, el objeto quedó totalmente al descubierto, no sabía distinguir muy bien lo que estaba mirando. Por un lado, parecía un animal del tamaño de un cachalote, con la piel cubierta por una sustancia viscosa de origen claramente orgánica. Por otro, tenía una forma triangular con los bordes redondeados, tan regular que no parecía de origen natural.

Los hombres de Almeida pacientemente excavaron por debajo del objeto y pasaron correas, que supuse eran de kevlar, de un lado al otro. Después, sostuvieron los dos extremos al gancho de una grúa. Ésta, lenta y cuidadosamente, comenzó a levantar el objeto, teniendo como destino una plataforma no muy lejos de aquella donde nos encontrábamos. Cuando pasó junto a nosotros, su "piel" empezó a moverse, primero ligeramente, y después, violentamente. Parecía que algo estaba intentando salir del interior. Los soldados le apuntaron sus armas.

- No disparen - ordenó Almeida.

Nuestra sospecha se confirmó segundos después, cuando una mano terminada por garras rompió la superficie. Antes de que alguien lograra reaccionar, del interior del objeto salió una criatura negra vagamente humanoide. Era más grande que un hombre, de unos dos metros de altura, y tenía brazos tan largos que tocarían en el suelo si ella se levantase sobre él. Nos miró con ojos amarillos y después saltó en nuestra dirección.

- ¡Disparen! - gritó Almeida.

Las balas zumbaron en dirección a la criatura, pasando desconcertantemente cerca de nosotros, pero ninguna parecía herirle. Impulsado por sus poderosas piernas, llegó a nuestra plataforma, me empujó y me tiró al suelo. Tengo de confesar que estar allí a los pies de aquella criatura fue uno de los momentos más terribles de mi vida, al menos, hasta entonces. Aquellas garras y colmillos podían despedazarme en un instante. Afortunadamente, la criatura no se quedó y corrió escaleras arriba.

- ¡Detrás de él! - ordenó Almeida. - No lo dejen salir del buque.

Los soldados así lo hicieron. Almeida siguió inmediatamente detrás. Cuando logré levantarme y recuperarme, ellos ya habían desaparecido detrás de la puerta estanca que llevaba a los niveles superiores. Corrí detrás de ellos. Siguiendo los ruidos de las botas en las pasarelas de hierro, recorrí los pasillos y subí las escaleras hasta llegar al exterior. Los encontré en lo que sólo puedo llamar la cubierta que se encontraba en la parte de atrás del puente del buque. Estaban asomados sobre la borda, apuntando sus armas hacia el agua. Me uní a ellos.

- Él saltó al río - me dijo Almeida.

Junto con ellos, empecé a buscar a la criatura entre las aguas. Ella se apareció, momentos después, en las escaleras altas de cemento que sostenían la orilla del río. Con la biblioteca de Viana justo encima, los hombres de la Organización no se atrevieron a disparar, y la criatura desapareció en el interior de una de las callejuelas de la ciudad.

- Vamos a tener que perseguirlo por la ciudad - dijo Almeida, más para sí mismo que para los que lo rodeaban. - Pongan el barco en el agua.

Después, se volvió hacia mí:

- ¿Conoce a Viana?

- Crecí aquí - respondí.

- Entonces, va a tener que venir con nosotros.

Los soldados volvieron al interior del buque por la misma puerta por donde yo salí. Poco después, vi a la pared moviéndose. Una sección entera se deslizó hacia un lado, revelando una bodega con varios botes. Los soldados levantaron uno en peso y lo llevaron hasta la borda. Al presionar de un botón, ésta se inclinó y rodó, formando una rampa a través de la cual el barco fue llevado hasta el agua.

Después de abordar, fue una cuestión de poco más de un minuto llegar a la orilla. Desembarcamos aproximadamente en el mismo punto donde la criatura había subido a tierra y la seguimos hacia el interior de la callejuela.

Como esperaba, ella ya no se encontraba allá. Los soldados apuntaron las linternas para los otros tres callejones que terminaban allí, pero no vieron ninguna señal de nuestro objetivo. Ellos parecían bastante experimentados en situaciones como aquellas, pues, sin esperar por una orden de Almeida, comenzaron la búsqueda de pistas que indicasen para dónde la criatura podía haber ido. No tardarían en encontrar unas marcas en el estuco medio caído de una casa cercana. Se trataban de agujeros enormes, en espacios más o menos regulares.

- Subió a los tejados - dijo Almeida.

Miramos todos hacia arriba, pero es claro que la criatura ya no estaba allí. Sin embargo, ahora sabíamos qué señales buscar. En una callejuela adyacente, encontramos fragmentos de tejas que parecían estar allí hacia poco tiempo. En otra, paralela a la segunda, encontramos lo mismo. En una transversal a ésta, una pared mostraba marcas en su parte superior. Siguiendo estas pistas, acabamos por ver un bulto que se movía entre los tejados de la ciudad. Cuando estábamos pasando delante de la Iglesia Matriz, él saltó por encima de nosotros, aterrizando dentro de la torre del campanario. Sin embargo, no se quedó allí mucho tiempo, pues rápidamente saltó hacia el techo de la iglesia y pasó para el edificio de atrás.

Almeida y sus hombres comenzaron a bajar la calle, sin duda en busca de un pasaje a través del cual pudieran seguir en la misma dirección de la criatura, pero yo los llamé:

- Por aquí.

Tomando una callejuela escondida al lado de la iglesia, logramos seguir paralelamente a la criatura. Cuando salimos en una calle mayor, estábamos al frente de ella.

Finalmente, llegamos a la plaza situada al lado del antiguo mercado, en el centro de la cual se encontraba la Capilla de las Almas. En un intento por prepararnos para todos los posibles movimientos de la criatura, avanzamos hasta medio camino entre el final de la calle y la capilla. De allí, podíamos seguirla rápidamente, fuera a donde fuera. Por suerte, ella saltó directamente hacia el tejado de la capilla. Con rapidez y precisión militar, los soldados de la Organización rodearon el edificio antes de que ella tuviese tiempo de pasar al siguiente.

- Mátenlo - ordenó Almeida, cuando el ser comenzó a ganar balance para un nuevo salto.

Las automáticas abrieron fuego. A pesar de que me interesaban las armas, no tenía ni idea de qué modelo eran aquelllas. No hacían casi ningún ruido en el momento de disparar. De cualquier manera, tampoco es que viviese mucha gente en aquella parte de la ciudad para escucharlas.

Al ser herida por las primeras balas, la criatura interrumpió el salto e intentó encontrar refugio, pero los soldados cubrían todos los ángulos de aquel tejado. Balas y más balas se alojaron en su cuerpo, hasta que, finalmente, ella cayó del tejado. Aún así, aquello no había terminado. El ser se levantó y, con un gruñido, avanzó en la dirección de uno de los soldados. Almeida sacó una pistola del bolsillo interior de su chaqueta y se unió a sus hombres, rodeando la criatura. Ante el fuego cruzado, ésta no resistió y, por fin, se cayó, quedando inmóvil en el suelo.

Con un movimiento casi mecánico, sin vacilar y ni siquiera pensar, uno de los soldados sacó un plástico negro de su mochila, se aproximó al cuerpo y lo cubrió.

- Puede ir - me dijo Almeida, guardando la pistola y metiendo las manos en los bolsillos de los pantalones. - Nosotros ahora vamos a proceder a la limpieza. Nos pondremos en contacto con usted para decirle lo que queremos que cambie en su blog.

Como es obvio, yo tenía muchas preguntas. ¿Qué era esa criatura? ¿Qué estaba haciendo en el fondo del río? ¿Qué era aquella cosa dentro de la cual se encontraba? ¿Por quién fue creada la Organización? ¿A quién respondía? ¿Quién la financiaba? Sin embargo, no me parecía que Almeida fuese a responder a nada, por lo que salí del local y me fui a recuperar el barco de mi amigo.

Una vez más, en el camino de vuelta a casa, mi mente estaba perdida en las posibles explicaciones para lo que había visto. Llegué a casa casi sin percatarme de ello, y sólo cuando la puerta del garaje empezó a abrir fue que me di cuenta de que había estado fuera mucho más tiempo de que lo esperado. ¿Qué excusa le iba a dar a mi mujer?
After my discovery of the diary, I had virtually abandoned urban exploration. However, a report in a Minho's daily newspaper woke once more that interest of mine.

A vessel bound to the port of Viana do Castelo had sunk at the mouth of the river Lima. Interestingly, it sunk bow first, leaving its stern and back half almost vertically out of the water. The obvious opportunity for exploration was not lost in me.

In the next weekend, I went to Viana. To my relief, this time I didn't have to lie or hide the truth from my wife. She was well aware of my interest in urban exploration. I didn't like to deceive her, and she had surely started to suspect something.

I met an old friend who lent me a boat (the same I had used to explore the islets and find their king), and when night fell, I rowed to the wreck.

It occurred to me then that I could have invited the rest of Braga's urban exploration group. I was so used to going on the expeditions based on the diary alone that this time I didn't even think of them. And just as well, as I was about to find out.

Close to the ship, with the help of my flashlight, I looked for an entrance. It didn't take me long to find a porthole situated just above the waterline. I approached and, with the flashlight handle, I broke the glass. I had some difficulty passing through the narrow porthole, but I eventually managed it.

As soon as my feet touched the metal floor, I pointed the flashlight around me. It was a cabin. The first thing I noticed was that it didn't have any furniture. However, that wasn't the strangest thing about that room. To my surprise, the door was in a vertical position. As the ship had sunk bow first, I should be standing on one of the walls. As such, it was as if that cabin was made to rotate ninety degrees.

I approached the door and cautiously opened a slit. On the other side, I found nothing but darkness, so I opened the door a little more and pointed the flashlight to the outside. I then saw a corridor lined with several other doors. I went out and began opening them. Behind every one, I only found empty cabins that differed little from that through which I had entered.

Finally, after a bend in the corridor, I saw a glow in the distance. I approached it and found a watertight door ajar. The light came from behind it. I opened it expecting to reveal another corridor, but what I found was something I had never imagined.

In front of me was now a huge open space, which occupied much of the submerged half of the ship. Metal stairs led down to a network of platforms and passageways, and finally, to the ground. This consisted of muddy earth which, at that depth, could only be the riverbed. On it, and on the platforms, men, cranes and back loaders opened a huge hole.

After seeing the gigantic hinges and hydraulic pistons attached to the inside of the hull, I realized that that ship was not only prepared to rotate ninety degrees, but it could also open the bow to explore the river and sea bed. Immediately, I wondered what they were looking for, but a blow to the head made me lose consciousness and stopped me from going immediately in search of the answer.

When I came to, I found myself in one of the small and empty cabins of the upper levels. It, however, didn't have a porthole and was scarcely illuminated. Indeed, the only light came from the small gap between the door and the floor. I looked in my pockets, but all I had in them (phone, flashlight, pocket knife, wallet, keys) had disappeared.

I don't know how long I was kept there before I heard the door being unlocked. Then it opened, revealing four men. Three of them wore dark gray uniforms, including boots and berets, and wielded assault rifles. They were clearly military but had no insignia to identify their country or service.

The fourth man, however, wore a suit, a black tie, and a white shirt. His short hair was neatly combed, with traces of gel, and he couldn't be much older than me. He was probably in his early forties. In fact, he seemed like one of the businessmen that I come across every day at work.

Motioning to the soldiers to stay in the corridor, the man in suit entered the cabin and approached me.

"My name is Almeida, and I'm in charge of this investigation," he said, extending his hand.

By mere habit, I greeted him. He, then, sliced his hands into his trousers’ pockets.

"I'm..." I started to say.

"I know who you are," Almeida interrupted me. "You know, your blog didn't go unnoticed."

That statement caught me by surprise. In fact, I had a scarcely read blog where I wrote about my expeditions (you can find it in Portuguese at www.terceirarealidade.wordpress.com, but as you will soon realize, it isn't a very reliable source). However, no one had identified me as the author.

"No need to look so surprised. Your activities are of great interest to us."

"Why?" it was the only thing I managed to say.

"Blogs like yours can be a good tool to discredit the events that are our responsibility hide. The more apparently crazy people write about them, the less the public believes them."

I didn't need to hear any more to realize who those men were. They certainly belonged to the organization that Alice had told me about charged with hiding the world that exists parallel to ours.

"By the way, I have a proposal for you," continued Almeida. "If you agree to add articles to your blog and change some of the already written according to our instructions, I'm willing to show you what we find here. If not, remember that we can easily make your blog disappear and hinder your life and that of your family."

Looking at the soldiers behind him and thinking about all the resources I had seen digging the river bed, not to mention the ship itself, I didn't doubt that he was able to fulfill his threat. Also, I wrote the blog more to pass the time than to be read, so the veracity of what was written in it wasn't very important to me. I ended up accepting the Almeida's proposal.

"Excellent!" he replied. "Come with me, then. We're about to find what we came here looking for."

He took me back to the corridors and, through them, to the huge chamber where the excavation was taking course. From a platform, we observed the work. At our side, a screen showed what I guessed was an image of the subsoil obtained by some kind of sensor. It clearly showed a huge white spot that could only be what those men sought. Almeida didn't tell me what it was, and I didn't ask. After all, judging by that image, I would soon find out.

Minutes later, something appeared. Among the dark mud, we now saw a white spot. The machines stopped and moved away, and the excavation was resumed by men with shovels.

Gradually, they revealed the mysterious object. Every second that passed it appeared larger. From the distance I was at, it was hard to be sure, but the white material it was made of had a strange texture, similar to skin. In fact, whenever one of the diggers touched it, it appeared elastic.

When, after more than an hour, the object became completely uncovered, I wasn't sure what I was looking at. On the one hand, it looked like an animal with the size of a whale, its skin covered with a viscous substance that was clearly organic. On the other, it had a triangular shape with rounded corners so regular that it didn't seem of natural origin.

Almeida's men patiently dug beneath the object and passed straps, made of what I think was Kevlar, through the gaps from one side to other. Then they attached them to a crane, which, slowly and carefully, began to lift the strange object in the direction of a platform not far from where we stood. As it passed near us, however, its "skin" began to move, first slightly, then violently. It looked like something was trying to get out from it. The soldiers pointed their weapons to it.

"Don't shoot," ordered Almeida.

Our suspicion was confirmed seconds later when a hand terminated by claws ruptured the surface. Before anyone could react, from inside the object emerged a vaguely humanoid creature covered with black fur. It was bigger than most men, about two meters tall, and had long arms that would touch the floor even if upright. It looked at us with his yellow eyes and then jumped toward us.

"Shoot!" shouted Almeida.

Bullets whizzed toward the creature, flying disconcertingly close to us, but none seemed to hit home. Propelled by his powerful legs, the creature reached our platform, pushing me and throwing me to the floor. I must confess that lying there at the feet of that being was one of the scariest moments of my life, at least until then. Those claws and fangs could rip me apart in an instant. Fortunately, the creature did not linger and ran up the stairs.

"After him!" ordered Almeida. "Don't let it get off the ship."

The soldiers did so. Almeida followed close behind. When I got back up and recovered, they had already disappeared behind the watertight door leading to the upper levels. I ran after them. Following the sounds of boots on the iron passes, I crossed corridors and climbed stairs until I got outside. I found them in what I can only call deck located on the back of the ship's bridge. They were leaning over the side, pointing their guns at the water. I joined them.

"He jumped into the river," Almeida said.

I helped them look for the creature in the water. It reappeared moments later, in the tall concrete riverbank. With the city library just above it, the Organization's men didn't dare to shoot, and the creature disappeared into an alley.

"We'll have to chase him into the town," Almeida said, more to himself than to those around him. "Lower the motorboat."

Then he turned towards me, "Do you know Viana?"

"I grew up here," I answered.

"Then you'll have to come with us."

The soldiers went back in through the same door from which I came. Shortly afterward, the wall started to move. An entire section slid aside, revealing a basement containing several big inflatable boats. The soldiers grabbed one and took it to the rail. With a press of a button, the rail lowered itself and rotated, forming a ramp through which the motorboat was taken to the water.

After we embarked, it took us just over one minute to get to the bank. We landed at approximately the same place where the creature had climbed to shore and followed it into the alley.

As expected, it no longer there was. The soldiers pointed their flashlights at the other three alleys that intercepted that one but found no sign of our target. They seemed quite experienced in those situations because, without waiting for an order from Almeida, they started looking for clues that would tell us where the creature could have gone. They soon found some marks in the half-fallen plaster of a nearby house. They were huge holes located more or less at regular intervals.

"He climbed to the rooftops," Almeida said, voicing the obvious.

We all looked up, but of course, the creature was no longer there. However, we knew now what to look for. In an adjacent alley, we found tiles fragments that didn't seem freshly fallen. In another, parallel to the latter, we found the same. In still another, we saw claw marks near the top of a wall. Following these clues, we ended up spotting a shadow that moved through the city's rooftops. When we were passing in front of the Main Church, it even jumped over us, landing inside the bell tower. However, it didn't remain there long, as it promptly jumped to the roof of the church and then to the building behind it.

Almeida and his men started down the street, certainly in search of a passage through which they could follow in the same direction of the creature, but I called them, "Through here."

Taking a narrow, hidden alley next to the church, we ran parallel to the creature. When we emerged to a larger street, we were ahead of our quarry.

Finally, we reached the square located next to the old market in the center of which was the Chapel of Souls. In an attempt to prepare for the creature's every possible movement, we moved to halfway between the street and the chapel. From there, we could follow it quickly wherever it went. Luckily, the being jumped straight to the roof of the chapel. With military quickness and precision, the Organization soldiers surrounded the building before the creature had time to move to the next.

"Put it down," ordered Almeida when the being started gaining momentum for a new leap.

Automatic rifles opened fire. Despite having some interest in weapons, I had no idea what model they were. There was almost no noise when they shoot. Not that many people lived in that part of town to hear it.

When it was hit by the first bullet, the creature interrupted its jump and tried to find refuge, but the soldiers covered all the angles of the roof. Bullets and more bullets lodged in its body until it finally fell off. However, it wasn't finished yet. It stood up and, with a growl, advanced in the direction of one of the soldiers. Almeida pulled a pistol from an inner pocket of his jacket and joined his men, surrounding the creature. Caught in the crossfire, it couldn't resist anymore and finally fell, becoming still on the ground.

In an almost mechanical movement, without hesitation or even thought, one of the soldiers took out a black plastic sheet from his backpack, approached the body and covered it.

"You can go," Almeida said to me, putting away his gun and shoving his hands in his trouser pockets. "We will be cleaning up, now. We will contact you to tell you what we want you to change on your blog."

Obviously, I had a lot of questions. What was that creature? What was it doing on the river bottom? What was it inside of? And the Organization had been raised by whom? Who did it respond to? Who financed it? However, it was clear that Almeida wasn't going to give me any answers, so I left and went to retrieve my friend's boat.

Again, on the way back home, I became lost with the possible explanations for what I had seen. I got home almost without noticing, and only when the garage door began to open did I realize I had been away much longer than expected. What excuse would I tell my wife?

O meu novo livro "O Godungava" está disponível em todos os principais retalhistas de eBook. Para comemorar este (re)lançamento, a versão eBook estará a um terço do preço durante as próximas semanas. Aproveitem.

"Durante o dia, Seidus não passa de um simples ferreiro. De noite, porém, transforma-se no herói de um mundo que existe apenas na sua cabeça. Contudo, poucas ideias chegam à aldeia isolada onde vive e, com o passar dos anos, o seu mundo interior tornou-se repetitivo e aborrecido. Acompanhado por Iriáris, uma amiga de infância, ele parte à procura de novas ideias, mas rapidamente se vê envolvido numa perigosa busca por um artefacto ancestral que pode salvar a sua nação da invasão de um inimigo poderoso: o Godungava.

Conforme seguem as pistas que levam ao artefacto, Seidus, Iriáris e os seus novos companheiros são obrigados a visitar os sítios mais perigosos da Teocracia de Charglassume e encontram mortos-vivos, kappas, veloryans, hidras e até dragões, ao mesmo tempo que tentam impedir os vários grupos rivais de chegar ao seu objetivo antes deles.

Cheio de aventura, locais e criaturas fantásticas, magia e batalhas, este é um livro ideal para qualquer amante de fantasia épica e espada e feitiçaria."

ENGLISH - This is an announcement for my new book. The English version will be available soon.

ESPAÑOL - Este es un anuncio para mi nuevo libro. La versión en español estará disponible en breve.

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:iconchateaugrief:
chateaugrief Featured By Owner Feb 6, 2017  Professional Digital Artist
Thanks for the llama!
Bridalveil Fall by chateaugrief
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:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 5, 2017  Hobbyist Digital Artist
Thank you for the llama golden 1 by EXOstock    Owl mystery by exobiology
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:iconshadowphoenixpt:
shadowphoenixpt Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Writer
:)
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:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Digital Artist
Heart 
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:iconmaria-schreuders:
Maria-Schreuders Featured By Owner Jan 30, 2017  Hobbyist Photographer
Thank you so much for taking the time to fave and comment on my photo  :+fav: :heart:  I really appreciate this
Reply
:iconjoran-belar:
Joran-Belar Featured By Owner Jan 24, 2017  Hobbyist General Artist
Thanks for the fav on

The Battle of Narendra III by Joran-Belar

Greez
J.J.
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