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About Literature / Hobbyist Joel Puga34/Male/Portugal Recent Activity
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Bruxas da Noite #12 A Taverna dos Encantados
As minhas primeiras buscas pelas Bruxas da Noite tinham sido infrutíferas. Embora ainda tivesse outras entradas sobre bruxas no diário para explorar, um dia, durante o intervalo para o almoço, lembrei-me de um outro sítio onde podia encontrar mais informação.
No meu primeiro encontro com Henrique Cerqueira, ele falara-me de um outro local de convívio para as estranhas criaturas que habitavam debaixo dos nossos pés em Braga. A sua localização foi provavelmente a única coisa boa que veio de eu ter conhecido o homem.
Como tal, uns dias depois, após o trabalho, dirigi-me para a loja dos chineses, uma das maiores da cidade, sob a qual o local se encontrava. Estacionei o carro no parque subterrâneo e, de imediato, comecei a procurar a grelha de escoamento que me levaria aos túneis abaixo.
Encontrei-a escondida atrás de uma coluna, como Henrique me indicara. De facto, não havia como enganar. Era a única por o
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Brujas de la Noche #11 Brujas Urbanas
Cuando busqué en el diario por entradas sobre brujas, una en particular me llamó la atención. Cuando pensamos en brujas, por lo menos en Portugal, nos vienen a la cabeza imágenes de mujeres alrededor de una hoguera en un campo abandonado o en un bosque distante, o curanderos y adivinos populares que atienden los clientes en sus casas. Esta entrada, sin embargo, hablaba de un grupo de brujas del Porto que se reunían en un salón de té en el corazón de esta, la cual es la segunda mayor ciudad del país.
No es, pues, extraño que, después de la entrada más obvia, la de Montalegre, yo haya decidido investigar esta.
Un día que estaba solo en aquella ciudad por motivos de trabajo, aproveché un intervalo de tiempo grande entre mis reuniones de la mañana y de la tarde para visitar el mencionado salón de té.
Con la ayuda del GPS de mi teléfono, encontré su ubicación. Surgió, entonces, un proble
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Witches of the Night #11 Urban Witches
When I looked in the diary I'd found for entries about witches, one in particular caught my attention. When we think of witches, at least in Portugal, what comes to mind are images of women around bonfires in abandoned fields or in the woods, or folk healers and diviners who attend to their customers in basements or small barns. This entry, however, told of a group of witches from Porto who gathered in a tea room in the heart of this city, which is the second largest in Portugal.
Small wonder, then, that after the most obvious entry, about the witches of Montalegre, I decided to investigate this one.
One day I was alone in Porto on business, I took advantage of a big gap between my meetings in the morning and those in the afternoon to visit the tea room.
With the help of my phone's GPS, I found the place. I then found a problem. The diary entry was several years old, and the tea room no longer existed. In its place now stood a small shopping center.
I parked in a nearby carpark and wen
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Bruxas da Noite #11 Bruxas Urbanas
Quando procurei no diário entradas sobre bruxas, uma em particular chamou-me à atenção. Quando pensamos em bruxas, pelo menos em Portugal, vêm-nos à cabeça imagens de mulheres em volta de fogueiras num campo abandonado ou no meio da floresta, ou curandeiros e adivinhos populares que atendem clientes nas suas caves ou em pequenos anexos. Esta entrada, porém, falava de um grupo de bruxas do Porto que se encontrava num salão de chá no coração desta que é a segunda maior cidade do país.
Não é de admirar, portanto, que, depois da entrada mais óbvia, a de Montalegre, eu tenha decidido investigar esta.
Um dia em que estava sozinho naquela cidade em trabalho, aproveitei um intervalo grande entre as minhas reuniões da manhã e da tarde para visitar o referido salão de chá.
Com a ajuda do GPS do meu telemóvel, lá encontrei a morada. Deparei-me, então, com um problema. A entrada
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Brujas de la Noche #10 Las Brujas de Montalegre
Como era de esperarse, una de las primeras referencias sobre brujas en el diario que había encontrado estaba asociada a la localidad portuguesa más conocida por éstas: Montalegre. De hecho, todos los viernes trece, el pueblo organiza un evento llamado "Noche de las Brujas" para celebrar esa misma tradición.
En una tarde lluviosa de sábado, en que ni mi mujer ni mi hija quisieron salir de casa, fui hasta allá. No había autopistas que llevasen hasta Montalegre, por lo que tuve que usar estradas locales. Durante gran parte del camino, la estrada era amplia y bien cuidada, pero algunas decenas de kilómetros antes de llegar a la villa, se tornó estrecha y llena de curvas. La recorrí despacio y con mucha atención, subiendo y bajando colinas cubiertas de pinos y eucaliptos.
Finalmente, después de una última subida, me encontré con Montalegre. Construida sobre una colina que se erguía sobre una extensa meseta vacía
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Witches of the Night #10 The Witches of Montalegre
As you would expect, one of the first references to witches in the diary I found was associated with the Portuguese town most famous for its witches: Montalegre. Actually, every Friday the thirteenth, the town organizes an event called "The Witches Night" to celebrate this same tradition.
On a rainy Saturday afternoon, when neither my wife nor my daughter wanted to leave home, I went there. There was no highway leading to Montalegre, so I had to use the local roads. For much of the way, they were wide and well-maintained, but a few dozen kilometers before reaching the town they became narrow and winding. Slowly and carefully I drove up and down hills covered with pine and eucalyptus trees.
Finally, after a last climb, I saw Montalegre. Built on a hill that towered over a vast, empty and sparsely wooded plateau, it was an impressive sight, especially on a greyish day like that. At its highest point, above a mixture of new and old buildings, rose the medieval castle, its massive keep loo
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Bruxas da Noite #10 As Bruxas de Montalegre
Como seria de esperar, uma das primeiras referências a bruxas no diário que encontrei estava associada à localidade portuguesa mais conhecida por estas: Montalegre. De facto, a vila organiza todas as sextas-feiras treze um evento chamado Noite das Bruxas para celebrar essa mesma tradição.
Numa tarde chuvosa de sábado, em que nem a minha mulher, nem a minha filha quiseram sair de casa, dirigi-me para lá. Não havia autoestradas que levassem até Montalegre, pelo que tive de usar a nacional. Durante grande parte do caminho, a estrada era larga e bem mantida, mas algumas dezenas de quilómetros antes de chegar à vila, tornou-se estreita e cheia de curvas. Foi devagar e com muita atenção que a percorri, subindo e descendo montes cobertos de pinheiros e eucaliptos.
Finalmente, após uma última subida, deparei-me com Montalegre. Construída numa colina que se erguia sobre um vastíssimo planalto vazio e parcamente
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Brujas de La Noche #9 Trasgos Citadinos
Una vez más, una noticia en un periódico local despertó mi curiosidad. Esta reportaba una serie de extraños accidentes de auto en la ciudad de Braga. Todos ellos habían ocurrido cerca del lugar donde los coches estaban estacionados durante la noche y mostraban señales de sabotaje, generalmente frenos cortados. Ya había más de una docena de muertes. Según la noticia, la policía creía que los responsables eran uno o varios vándalos, pero aún no había encontrado ninguna pista, indicio o testigo que le ayudara a identificarlos.
En otros tiempos, estaría inmediatamente de acuerdo pero, después de todo lo que había visto en los meses anteriores, me pregunté si la causa no sería otra, algo asociado al otro mundo que yo había descubierto. Por lo tanto, una noche en que salí tarde del trabajo, decidí hacer una ronda por la ciudad.
Caminando, recorrí todas las calles en las que los
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Witches of the Night #9 City Trolls
Once again, a story in a local paper piqued my curiosity. It reported a series of strange car accidents that were taking place in the city of Braga. They all happened near where the cars were parked overnight and there were signs of sabotage, usually cut brakes. The deaths already exceeded a dozen. According to the story, the police believed that the culprits were one or more serial vandals, but hadn't yet found any clues or witnesses that would help identify them.
In the past, I would have readily agreed with the authorities, but after all I had seen in the previous months, I wondered if there wasn't another cause, something associated with the hidden world I had discovered. As such, one night I stayed working late, I decided to look around the city.
On foot, I visited all the streets where cars used to be parked overnight, looking for any movement beneath them. During the first hour, I didn't see more than one or two stray animals. However, near midnight, I saw a strange black shape
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Bruxas da Noite #9 Trasgos Citadinos
Mais uma vez, uma notícia num jornal local despertou a minha curiosidade. Esta reportava uma série de estranhos acidentes de automóvel que andavam a ocorrer na cidade de Braga. Todos eles aconteciam próximo do local onde os carros ficavam estacionados durante a noite e mostravam sinais de sabotagem, geralmente travões cortados. As mortes já superavam uma dezena. Segundo a notícia, a polícia acreditava que se tratava de um ou vários vândalos em série, mas ainda não tinha encontrado qualquer pista, indício ou testemunha que ajudasse a identificá-los.
Noutros tempos, teria prontamente concordado com as autoridades, mas, depois de tudo o que vira nos meses anteriores, perguntei-me se a causa não seria outra, algo associado ao outro mundo que eu havia descoberto. Como tal, uma noite em que saí tarde do trabalho, decidi fazer uma ronda pela cidade.
A pé, percorri todas a ruas em que carros costumavam ficar e
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Brujas de la Noche #8 La Organizacion
Después de mi descubrimiento del diario, había prácticamente abandonado la exploración urbana. Sin embargo, una noticia en un periódico del Miño despertó, de nuevo, este mi interés.
Un buque con destino al puerto de Viana do Castelo se había hundido en la desembocadura del río Lima. Curiosamente, éste se hundió de proa, quedando la popa y la mitad de atrás fuera del agua en posición casi vertical. La evidente oportunidad para la exploración no me pasó desapercibida.
Justo el fin de semana siguiente, fui hasta Viana. Para mi alivio, esta vez no tuve que mentir ni ocultarle la verdad a mi mujer. Ella estaba muy consciente de mi interés por la exploración urbana. No me gustaba engañarla, y de seguro, ella ya comenzaba a sospechar de algo.
Me encontré con un viejo amigo que me prestó un barco (el mismo que yo había usado para explorar el Camalhão y encontrar el Rey de los Islo
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Witches of the Night #8 The Organization
After my discovery of the diary, I had virtually abandoned urban exploration. However, a report in a Minho's daily newspaper woke once more that interest of mine.
A vessel bound to the port of Viana do Castelo had sunk at the mouth of the river Lima. Interestingly, it sunk bow first, leaving its stern and back half almost vertically out of the water. The obvious opportunity for exploration was not lost in me.
In the next weekend, I went to Viana. To my relief, this time I didn't have to lie or hide the truth from my wife. She was well aware of my interest in urban exploration. I didn't like to deceive her, and she had surely started to suspect something.
I met an old friend who lent me a boat (the same I had used to explore the islets and find their king), and when night fell, I rowed to the wreck.
It occurred to me then that I could have invited the rest of Braga's urban exploration group. I was so used to going on the expeditions based on the diary alone that this time I didn't even
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Bruxas da Noite #8 A Organizacao
Após a minha descoberta do diário, tinha praticamente abandonado a exploração urbana. Contudo, uma notícia num jornal diário minhoto despertou, de novo, esse meu interesse.
Um navio destinado ao porto de Viana do Castelo havia afundado na foz do rio Lima. Curiosamente, este afundara de proa, ficando a popa e a metade de trás fora de água quase na vertical. A óbvia oportunidade para exploração não me passou despercebida.
Logo no fim de semana seguinte, fui até Viana. Para meu alívio, desta vez não tive de mentir nem esconder a verdade da minha mulher. Ela estava bem ciente do meu interesse pela exploração urbana. Não gostava de a enganar, e de certeza que ela já começava a desconfiar de algo.
Encontrei-me com um velho amigo que me emprestou um barco (o mesmo que eu usara para explorar o Camalhão e encontrar o Rei das Ínsuas) e, quando anoiteceu, remei até ao navio naufragad
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Brujas de la Noche #7 Los Cerqueira
Un día, después del trabajo, unos meses después de mi primera visita al Bar de las Hadas, decidí volver allí. Debido al trabajo y a compromisos familiares, ya hacia algún tiempo que no tenía la oportunidad de investigar una de las entradas del diario, pero mi curiosidad comenzaba a ser insoportable. El Bar de las Hadas estaba cerca de la oficina donde trabajaba, por lo que era el lugar ideal para una visita rápida. Quién sabe, tal vez encontrase allí a alguien que pudiera responder a algunas de mis preguntas, o hasta tuviera la oportunidad de visitar los túneles ocultos debajo de Braga.
Como antes, entré en el bar a través de las escaleras situadas detrás de una puerta en el fondo de una pastelería junto al Arco de la Puerta Nueva. Cuando llegué allí, me encontré con una escena similar a la de mi primera visita. Sólo había una diferencia significativa. Sentado al balcón, se encontra
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Witches of the Night #7 The Cerqueiras
One day after work, a few months since my first visit to the Faerie Bar, I decided to go back there. Due to work and family commitments, I hadn't had the opportunity to investigate one of the diary entries for some time, but my curiosity was beginning to become unbearable. The Faerie Bar was close to the office where I worked, so it was an ideal place for a quick visit. Who knows, maybe I would find someone who could answer some of my questions or even have the opportunity to visit the tunnels hidden under Braga.
As before, I accessed the bar via the stairs behind a door in the back of a pastry shop near the Arco da Porta Nova. When I got there, I came across a scene similar to that of my first visit. There was only one significant difference. A man was seated at the counter. Alice had told me that it was rare to see anyone of my race there, so I approached slowly, watching him closely to make sure it wasn't just another human-like creature. As soon as I became sure that I wasn't mista
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Bruxas da Noite #7 Os Cerqueira
Um dia, depois do trabalho, alguns meses após a minha primeira visita ao Bar das Fadas, decidi lá voltar. Devido ao trabalho e a compromissos familiares, já há algum tempo que não tinha a oportunidade de investigar uma das entradas do diário, mas a minha curiosidade começava a tornar-se insuportável. O Bar das Fadas ficava perto do escritório onde trabalhava, pelo que era o local ideal para uma visita rápida. Quem sabe, talvez encontrasse lá alguém que pudesse responder a algumas das minhas perguntas ou até surgisse a oportunidade de visitar os túneis escondidos debaixo de Braga.
Como antes, acedi ao bar através das escadas situadas atrás de uma porta nos fundos de uma pastelaria junto ao Arco da Porta Nova. Quando lá cheguei, deparei-me com uma cena semelhante à da minha primeira visita. Havia apenas uma diferença significativa. Sentado ao balcão, encontrava-se um homem. Alice dissera-m
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Joel Puga
Artist | Hobbyist | Literature
Portugal
Joel Puga was born in the Portuguese city of Viana do Castelo. From a very early age, he showed a propensity for writing, creating stories that he shared with family and friends. Later, he saw his tales published in several Portuguese fanzines and anthologies. He recently decided to pursue self-publishing, seduced by the freedom that it gives him.

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Joel Puga nasceu na cidade portuguesa de Viana do Castelo. Desde muito cedo, mostrou apetência para a escrita, criando histórias que partilhava com a família e os amigos. Mais tarde, viu contos seus serem publicados em diversas fanzines e antologias portuguesas. Recentemente, decidiu enveredar pela autopublicação, seduzido pela liberdade que esta lhe proporciona.

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Joel Puga nació en la ciudad portuguesa de Viana do Castelo. Desde muy temprano mostró gusto por la escrita, creando historias que compartía con su familia y amigos. Más tarde, vio sus cuentos publicados en diversos fanzines y antologías portuguesas. Recientemente, decidió auto-publicar sus historias, seducido por la libertad que esto le proporciona.

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As minhas primeiras buscas pelas Bruxas da Noite tinham sido infrutíferas. Embora ainda tivesse outras entradas sobre bruxas no diário para explorar, um dia, durante o intervalo para o almoço, lembrei-me de um outro sítio onde podia encontrar mais informação.

No meu primeiro encontro com Henrique Cerqueira, ele falara-me de um outro local de convívio para as estranhas criaturas que habitavam debaixo dos nossos pés em Braga. A sua localização foi provavelmente a única coisa boa que veio de eu ter conhecido o homem.

Como tal, uns dias depois, após o trabalho, dirigi-me para a loja dos chineses, uma das maiores da cidade, sob a qual o local se encontrava. Estacionei o carro no parque subterrâneo e, de imediato, comecei a procurar a grelha de escoamento que me levaria aos túneis abaixo.

Encontrei-a escondida atrás de uma coluna, como Henrique me indicara. De facto, não havia como enganar. Era a única por onde um homem adulto podia passar, pelo menos se não fosse muito gordo.

Eu tinha ido preparado com um pé de cabra e, usando-o, consegui retirar a pesada grade de ferro com relativa facilidade. Depois, baixei-me para o interior do túnel de escoamento.

Arrastando-me, comecei a descer a estreita e íngreme passagem. A princípio, esta estava revestida com cimento, mas este prontamente deu lugar a terra e lama. Felizmente, tinha mudado para roupa informal antes de sair do trabalho.

O túnel manteve a direção durante toda a sua extensão e não tinha nenhuma bifurcação, pelo que, com a ajuda da minha lanterna, não foi difícil chegar ao outro extremo.

Assim que saí da passagem, encontrei-me num novo túnel, este muito maior. Devia ter uns dois metros e meio de altura e outros tantos de largura, pelo que podia caminhar confortável através dele. Ao contrário das passagens em volta do Bar das Fadas, o chão, o teto e as paredes eram de terra, lama e pedra, com vigas de madeira aqui e ali para reforçar pontos mais críticos.

Apontei a lanterna em ambas as direções que o túnel seguia, mas não consegui ver nenhum dos extremos. Seguindo as indicações de Henrique Cerqueira, encaminhei-me para este.

Durante quase dez minutos, não vi mais do que as paredes e a escuridão além da luz da minha lanterna, até que, por fim, avistei a porta que procurava. Esta era tosca, feita de troncos de árvores unidos com pregos, e cordas prendiam-na a uma viga fazendo o papel de dobradiças.

A medo, empurrei-a até abrir uma frincha grande o suficiente para eu passar. O que encontrei do outro lado não podia ser mais diferente do Bar das Fadas.

Como o túnel atrás de mim, tratava-se de um espaço aberto no subsolo com reforços aqui e ali. A mobília era tão tosca como a porta, e o mesmo podia ser dito da clientela. Criaturas disformes, sujas e com expressões de pouca inteligência bebiam de canecas de barro mal limpas. A maior parte era maior e mais musculada do que eu, se bem que uns seres com pele verde mal me chegavam à cintura. Nunca tinha visto nenhuma daquelas raças no Bar das Fadas. Henrique chamara ao local a Taverna dos Encantados, mas era agora óbvio que se tratava de uma alcunha jocosa, pois não havia ali qualquer encanto.

Ao contrário do que acontecera nas minhas visitas ao Bar das Fadas, a minha entrada não passou desapercebida. Todos os olhos se pousaram em mim. Não estariam habituados a humanos ou estranhos em geral?

Tentando mostrar confiança, avancei até ao balcão.

- Que queres? - perguntou o taberneiro, uma enorme criatura de pele castanha com a cara deformada.

- O que tem?

Ele apontou para as prateleiras bichadas fixas à parede atrás dele, onde se encontravam várias garrafas sujas com conteúdos de cor estranha. Escolhi o que me pareceu menos intragável, e a criatura serviu-mo numa caneca.

Depois de, a custo, beber um trago da repelente mistela, passei ao assunto que me levara ali:

- Alguém aqui já ouviu falar nas Bruxas da Noite? Ou sabe algo sobre os trasgos que andam a provocar acidentes de carro?

Nunca aprendi a ser subtil.

Mal acabei de falar, uma das pequenas criaturas verdes deixou a taverna por outra porta que não aquela por onde entrei.

- Pá - disse um cliente sentado numa mesa atrás de mim - se fosse a ti, ia-me embora.

Virei-me. Todos os olhos continuavam pousados em mim, mas agora havia neles ódio.

- Não ouviste? - insistiu a criatura, levantando-se.

Era enorme, com bem mais de dois metros de altura e o dobro da minha largura, e possuía quatro musculados braços. Pegou em mim como se nada fosse e atirou-me de volta ao túnel por onde eu havia entrado.

- Sai daqui! - gritou ele.

Não tive coragem de fazer outra coisa. Comecei a afastar-me a passo. Pouco depois, ouvi a outra porta da taberna abrir-se. Olhei sobre o ombro e vi a criatura verde a voltar acompanhada por várias outras muito maiores e musculadas. Comecei a correr, não fossem perseguir-me.

Só relaxei quando voltei ao parque de estacionamento. Duvidava que eles me seguissem até à superfície. Ainda assim, entrei logo no carro e arranquei em direção a casa.

Já tinha avançado algumas centenas de metros, e deixado o meu temor para trás, quando uma figura enorme surgiu à minha frente no meio da estrada. Tratava-se da criatura que me expulsara da taberna. Tinha uma mão estendida à sua frente, pedindo-me que parasse.

Confesso que o meu primeiro instinto foi atropelá-lo, mas não fui capaz de o fazer. Travei e parei um meio metro à frente dele. Ele aproximou-se e bateu-me ao de leve no vidro. Cautelosamente, abri-o.

- É pá - disse a criatura, - desculpa lá aquilo de há bocado, mas se não te tivesse corrido dali não ias durar muito.

A minha surpresa foi tal que fiquei boquiaberto.

- Arruma aí o carro e vamos falar. Acho que te posso ajudar com as tuas perguntas.

Curioso, mas cuidadoso, assim fiz. Fomos para o jardim de um prédio próximo e sentámo-nos num banco onde ele podia ficar sentado escondido na metade escura e eu na iluminada, onde me sentia mais seguro.

- Ora muito bem, por onde começo?

Depois de uns instantes de silêncio, continuou:

- É assim, os trasgos não andam a matar os teus de propósito. As Bruxas da Noite, que são quem manda neles, não querem saber dos humanos para nada. Os acidentes são só uma maneira de destruir os seus alvos sem levantar grandes suspeitas.

Após as minhas conversas com Alice, eu já havia chegado a essa conclusão.

- Quem são essas Bruxas da Noite? O que querem?

- É pá, isso já não sei. E olha que eu e o resto da malta na taberna trabalhamos para elas. Só as vi uma vez, mas com os capuchos, e acho que são cinco. Elas andam a atacar fadas e outros dessas raças, e estão a recrutar para um exército. Eu faço parte dele. O que vão fazer com ele e porquê, não faço a mínima.

Fiquei imediatamente alarmado ao ouvir que as Bruxas da Noite estavam a reunir um exército. Como pretenderiam usá-lo?

- Sabe onde as posso encontrar? - perguntei, sem grande esperança na resposta.

- Pá, não sei. Só as vi uma vez e foi na Praça.

Não lhe perguntei onde se situava essa Praça, pois era óbvio que fazia parte dos túneis próximos da Taberna dos Encantados.

- Agora tenho de ir - disse ele, levantando-se. - Já te contei tudo o que sei.

- Espere! - pedi. - Porque me está a ajudar?

- Ó pá, não acho justo que os teus sofram sem razão. Achei que, pelo menos, merecias uma explicação.

Dito isto, a criatura adentrou-se na escuridão do fim de tarde invernal e, pouco depois, desapareceu atrás de um prédio.

Voltei para o carro e regressei a casa. Durante o percurso, a conversa não me saiu da cabeça. As Bruxas da Noite estavam a tentar enfraquecer os seus inimigos e a preparar-se para uma guerra. Perguntei-me se os desaparecimentos dos súbditos do Rei das Ínsuas e na cidade dos mortos no Gerês não teriam alguma relação. Contudo, o que mais me aterrorizava era não conseguir descobrir o seu objetivo final. Seria algo grande, isso agora era claro, mas o quê era um mistério até para os soldados delas.

As possibilidades não me deixaram dormir nem nessa nem nas noites seguintes. Mas o que descobriria por fim superou tudo o que eu imaginara.
Cuando busqué en el diario por entradas sobre brujas, una en particular me llamó la atención. Cuando pensamos en brujas, por lo menos en Portugal, nos vienen a la cabeza imágenes de mujeres alrededor de una hoguera en un campo abandonado o en un bosque distante, o curanderos y adivinos populares que atienden los clientes en sus casas. Esta entrada, sin embargo, hablaba de un grupo de brujas del Porto que se reunían en un salón de té en el corazón de esta, la cual es la segunda mayor ciudad del país.

No es, pues, extraño que, después de la entrada más obvia, la de Montalegre, yo haya decidido investigar esta.

Un día que estaba solo en aquella ciudad por motivos de trabajo, aproveché un intervalo de tiempo grande entre mis reuniones de la mañana y de la tarde para visitar el mencionado salón de té.

Con la ayuda del GPS de mi teléfono, encontré su ubicación. Surgió, entonces, un problema. La entrada en el diario tenía varios años, y el salón de té ya no existía. En su lugar, había ahora un pequeño centro comercial.

Aparqué en un parque cercano y entré. Tal vez pudiera encontrar alguna pista que me indicara cuál era el nuevo punto de encuentro de las brujas.

Apenas pasé la puerta, me di cuenta de que aquel no era un centro comercial común. En lugar de tiendas de ropa, bisutería, tecnología y artículos deportivos, como en la mayoría de establecimientos del género, en este había tiendas de esoterismo, maquillaje natural, comida ecológica y artículos culturales.

Recorrí los pasillos y subí las escaleras hasta el segundo piso. Fue entonces que encontré lo que buscaba: un salón de té con el mismo nombre de aquel donde las brujas se reunían. Deben haber reabierto en el centro comercial después de este haber sustituido el salón original.

Entré y me senté en una mesa. La decoración era muy moderna: sillas blancas ovaladas, sofás de piel, mesas de un solo pie. Hasta los pedidos eran hechos a través de Tablet PCs embebidas en columnas o a través de cualquier Smartphone gracias a los códigos QR impresos en las cajas de madera de las servilletas.

Pedí un té y un sándwich de queso fundido, que consumí relajadamente, mientras observaba a los clientes que entraban y salían. Sus edades parecían variar entre los veinte y los cincuenta y, a juzgar por la ropa, eran todas personas de alguna riqueza. En su mayoría eran mujeres, aunque no por mucho.

Durante la media hora que estuve allí sentado, me di cuenta de algo que, si no supiera lo que estaba buscando, no hubiera visto. Solas o en pares, siete mujeres en los treinta, todas ellas de tacones altos, bien vestidas y maquilladas y con el cabello meticulosamente cuidado, entraron, y sin dudar, se dirigieron inmediatamente hacia el piso de arriba.

Afortunadamente, la señal para el WC apuntaba hacia allí, por lo que tenía la excusa perfecta para subir y confirmar mis sospechas.

Subí las escaleras de hierro y madera. En la parte superior, me encontré con una sala en todo similar a la de abajo. De las siete mujeres, sin embargo, no había ni señal.

Cuidadosamente, tratando de no llamar demasiado a la atención, pues no sabía si estaba siendo filmado, intenté descubrir a dónde podían haber ido. En el pasillo que llevaba a las casas de baño, me encontré con una tercera puerta con la común señal diciendo “Acceso Restringido”. Era el único lugar donde las posibles brujas se podían haber ocultado.

En silencio, puse el oído en la puerta, pero no oí nada. Lentamente, abrí  la puerta un poco y me asomé hacia el interior. Así que un poco de luz disipó la oscuridad, vi unas escaleras que llevaban hasta otra puerta, más arriba. Cerré la primera detrás de mí y encendí mi linterna. Teniendo cuidado para no hacer ruido, empecé a subir.

Algunos escalones después, oí un cántico. Cuanto más subía, más este se intensificaba. Así que puse el oído en la segunda puerta, me di cuenta de que venía de detrás de ella. Era allí que las brujas se reunían, no había duda.

El cántico duró unos quince minutos más. Después de unos momentos de silencio, una voz lejana y aguda preguntó:

- ¿Qué quieren de mí?

Debía tratarse de algún espíritu o criatura invocada por el ritual.

- Tú ves más que cualquiera de nosotras. Te llamamos para responder a nuestras preguntas – dijo una voz femenina, sin duda perteneciente a una de las brujas.

Una a una, las mujeres pusieron sus preguntas. Confieso que me sentí desilusionado. Con todos los misterios sobre la historia y el universo que podían tratar de deslindar, sus preguntas fueron de lo más básico posible. ¿Con quién es que fulana iba a engañar a su marido? ¿Dónde el otro fue a buscar el dinero para comprar un Mercedes nuevo? ¿Cómo fulano había logrado conquistar su actual mujer cuando era tan feo?

¡Chismes! Personas como aquellas no podían ser las Brujas de la Noche. Me estaba preparando para irme, cuando oí la voz aguda y distante decir:

- ¿Quieren saber quién está detrás de la puerta?

Di media vuelta para huir, pero solo había bajado tres escalones cuando la puerta se abrió detrás de mí y algo me empujó. Caí por las escaleras y me estrellé contra la puerta inferior.

Aturdido y dolorido, varias manos me cogieron y arrastraron hacia arriba.

Después de unos minutos de recuperación, los mareos y la niebla delante de mis ojos se disiparon. Estaba, ahora, en un pequeño cuarto sin ventanas, iluminado por más de una docena de velas. Había allí una extraña mezcla entre lo antiguo y lo moderno. Tablet PCs, en la pantalla de los cuales se podían ver páginas con textos escritos en caracteres extraños, reposaban sobre una alfombra gasta y llena de marcas de quemado. En su centro, ardía un pequeño brasero, cuyas llamas se movían con el soplo del aire acondicionado. Sillas modernas, iguales a las usadas en el salón de té, se mezclaban con muebles que parecían salidos de anticuarios y contenían una infinidad de instrumentos ancestrales.

Sentadas en la alfombra, las siete mujeres me rodeaban. Todas ellas ahora llevaban al cuello amuletos enormes con un aire antiguo y gastado, contrastando marcadamente con sus vestidos modernos y tacones altos.

- ¿Quién eres tú? – me preguntó una de las brujas. - ¿Y porque nos estabas escuchando?

- Estoy buscando las Brujas de la Noche. ¿Las conocen?

- Y ¿quiénes son esas? – preguntó la bruja. - ¿Algunas provincianas que andan por ahí de noche montadas en escobas?

Sus compañeras se rieron.

- No nos mezclamos con esa gente – añadió una tercera bruja. – Sólo si necesario.

- Ahora, tenemos que decidir qué hacer contigo.

- Lo dejamos ir – dijo la primera bruja que habló.

- ¿Y si lo cuenta a alguien? – preguntó la mujer que planteara la cuestión.

- Mira su ropa – le respondió su compañera. - ¿Crees que alguien va a poner la palabra de un nadie como él por encima de la nuestra? Daría más problemas deshacernos de él.

- Tienes razón – dijo otra bruja. – Vete de aquí. ¡Pero no vuelvas!

Así lo hice. Aquellas no eran claramente las Brujas de la Noche, por lo que no tenían ningún interés para mí.

Fui al baño de un café cerca del centro comercial para limpiar mi traje y mis heridas de la caída y me dirigí a mi reunión de la tarde. Al contrario de lo que había ocurrido en mis exploraciones anteriores, esta no suscitó ningún pensamiento o pregunta. Aquellas brujas eran inútiles para descifrar el misterio que yo perseguía.
When I looked in the diary I'd found for entries about witches, one in particular caught my attention. When we think of witches, at least in Portugal, what comes to mind are images of women around bonfires in abandoned fields or in the woods, or folk healers and diviners who attend to their customers in basements or small barns. This entry, however, told of a group of witches from Porto who gathered in a tea room in the heart of this city, which is the second largest in Portugal.

Small wonder, then, that after the most obvious entry, about the witches of Montalegre, I decided to investigate this one.

One day I was alone in Porto on business, I took advantage of a big gap between my meetings in the morning and those in the afternoon to visit the tea room.

With the help of my phone's GPS, I found the place. I then found a problem. The diary entry was several years old, and the tea room no longer existed. In its place now stood a small shopping center.

I parked in a nearby carpark and went in. Maybe I could find some clue that could tell me where the witches' new meeting place was.

As soon as I entered, I realized that that wasn't an ordinary shopping center. Instead of stores selling clothing, jewelry, sporting goods, and technology, as in most malls, this one had esotericism, natural makeup, organic food and cultural items shops.

I walked through the corridors and up the stairs to the second floor. It was then that I came across what I what was looking for: a tea lounge with the same name as that where the witches met. They must have reopened in the mall after it replaced the original lounge.

I went in and sat at a table. The decor was quite modern: white oval chairs, leather sofas, single stem tables. Even the orders were made through tablet PCs embedded in columns or through any smartphone using the QR codes printed on the wooden napkin boxes.

I ordered a tea and grilled cheese, which I consumed slowly as I watched the customers coming and going. Their age seemed to vary between twenty and fifty years old, and judging by their clothes, they were all from the middle/upper class and above. The majority were women, though not by much.

During the half an hour that I sat there, I noticed something that, if I didn't know what I was looking for, I wouldn't have. Alone or in pairs, seven women in their thirties wearing high heels, expensive looking dresses, fine makeup and meticulously maintained hair, entered and, without hesitation, went to the top floor.

Fortunately, the sign indicating the bathroom pointed there, so I had the perfect excuse to go up and confirm my suspicions.

I climbed the wood and iron stairs. At the top, I came upon a room at all similar to the downstairs one. Of the seven women, however, there was no sign of them.

Carefully, trying not to draw too much attention, not knowing if I was being filmed, I tried to figure out where they could have gone. In the corridor leading to the bathroom, I found a third door with the usual sign saying "Restricted Access." It was the only apparent place where the witches could have hidden.

Silently, I put my ear to the door but heard nothing. Slowly, I opened a small crack and peeked inside. Once the light dispelled the darkness on the other side, I saw a staircase leading to another door, above. I closed the first behind me and turned on my flashlight. Being careful not to make any noise, I started to climb.

Just a few steps later, I heard a chant. The more I climbed, the further it intensified. When I put my ear to the second door, I realized it was coming from behind it. There was no doubt that the witches had gathered there.

After about fifteen minutes, the chant came to an end. A few moments of silence went by, and then a distant, high-pitched voice asked:

"What do you want from me?"

It certainly belonged to a spirit or creature that the ritual invoked.

"You see more than any of us. We called you here to answer our questions," said a female voice, surely belonging to one of the witches.

One by one, the women put their questions. I admit I was disappointed. With all the mysteries of history and the universe that they could try to unravel, their questions were of the most basic of natures. Who was Joana betraying her husband with? Where did Paulo get the money to buy a new Mercedes? How did Miguel manage to win over his wife when he was so ugly?

Gossip! People like that couldn't possibly be the Witches of the Night. I was about to leave when I heard the high-pitched, distant voice say:

"Would you like to know who is behind the door?"

I turned to run, but I had only descended three steps when the door opened behind me, and someone pushed me. I fell down the stairs, crashing against the lower door.

Dazed and sore, I felt several hands grab me and drag me up the stairs.

After recovering for a few minutes, the dizziness and the mist before my eyes dissipated. I was now in a small windowless room, lit by more than a dozen candles. There was a strange mixture of the modern and the old. Tablets computers, in the screens of which could be seen pages with texts written in strange characters, rested on a worn carpet full of burn marks. At its center burned a small brazier, whose flames were stirred by the air conditioning. Modern chairs, similar to the ones used in the tea room, rested among cabinets that looked like something out of an antique store and contained a multitude of ancient paraphernalia.

Sitting on the carpet, the seven women surrounded me. All of them now had, around their necks, huge amulets with an old and worn look, contrasting markedly with their modern dresses and high heels.

"Who are you?" one of the witches asked me. "And why were you eavesdropping?"

"I'm looking for the Witches of the Night. Do you know them?"

"Who are they?" asked another witch. "Some hillbillies who fly around on brooms?"

Her companions laughed.

"We don't get along with riffraffs like that," added a third witch. "Only if it's really necessary."

"Now we have to decide what to do with you."

"Let him go," said the witch that spoke first.

"And what if he tells someone?" asked the woman who had raised the issue.

"Look at his clothes," said her companion. "Do you think anyone will put the word of a nobody like him above ours? Getting rid of him would give us more trouble."

"You're right," said another witch. "Get out of here. But don't come back!"

I did so without delay. Those were clearly not the Witches of Night, so they had no interest to me.

I went to the bathroom of a cafe near the shopping center to wash my suit and my wounds from the fall, and I made my way to my afternoon meeting. Contrary to what had occurred after my previous explorations, this one raised no thought or question. Those witches were useless in the unraveling of the mystery that haunted me.
Quando procurei no diário entradas sobre bruxas, uma em particular chamou-me à atenção. Quando pensamos em bruxas, pelo menos em Portugal, vêm-nos à cabeça imagens de mulheres em volta de fogueiras num campo abandonado ou no meio da floresta, ou curandeiros e adivinhos populares que atendem clientes nas suas caves ou em pequenos anexos. Esta entrada, porém, falava de um grupo de bruxas do Porto que se encontrava num salão de chá no coração desta que é a segunda maior cidade do país.

Não é de admirar, portanto, que, depois da entrada mais óbvia, a de Montalegre, eu tenha decidido investigar esta.

Um dia em que estava sozinho naquela cidade em trabalho, aproveitei um intervalo grande entre as minhas reuniões da manhã e da tarde para visitar o referido salão de chá.

Com a ajuda do GPS do meu telemóvel, lá encontrei a morada. Deparei-me, então, com um problema. A entrada no diário tinha vários anos, e o salão de chá já não existia. No seu lugar, erguia-se, agora um pequeno centro comercial.

Estacionei num parque próximo e entrei. Talvez conseguisse encontrar alguma pista que me indicasse qual era o novo ponto de encontro das bruxas.

Mal passei a porta, apercebi-me que aquele não era um centro comercial comum. Em vez de lojas de roupa, bijuteria, tecnologia e artigos desportivos, como na maioria de estabelecimentos do género, este tinha lojas de esoterismo, maquilhagem natural, comida biológica e artigos culturais.

Percorri os corredores e subi as escadas até ao segundo andar. Foi então que me deparei com o que procurava: um salão de chá com o mesmo nome daquele onde as bruxas se reuniam. Deviam ter reaberto no centro comercial depois de este ter substituído o salão original.

Entrei e sentei-me numa mesa. A decoração era bastante moderna: cadeiras ovais brancas, sofás de pele, mesas de um só pé. Até os pedidos eram feitos através de tablet pcs embutidos em colunas ou através de um qualquer smartphone graças a QR codes impressos nas caixas de madeira dos guardanapos.

Pedi um chá e uma tosta, que consumi relaxadamente, enquanto observava os clientes que entravam e saíam. As idades pareciam variar entre os vinte e os cinquenta e, a julgar pelas roupas, eram todas pessoas de algumas posses. Na sua maioria, eram mulheres, embora não por muito.

Durante a cerca de meia hora em que estive ali sentado, notei algo que, se não soubesse o que estava a procurar, me teria passado desapercebido. Sozinhas ou aos pares, sete mulheres na casa dos trinta, todas elas de saltos altos, bem vestidas e maquilhadas e com cabelos meticulosamente cuidados, entraram e, sem hesitar, dirigiram-se imediatamente para o andar de cima.

Felizmente, o sinal para o WC apontava para lá, pelo que tinha a desculpa perfeita para subir e confirmar as minhas suspeitas.

Subi as escadas de ferro e madeira. No topo, deparei-me com uma sala em tudo semelhante à de baixo. Das sete mulheres, contudo, não havia nem sinal.

Cuidadosamente, tentando não chamar demasiado à atenção, pois não sabia se estava a ser filmado, tentei perceber para onde podiam ter ido. No corredor que levava às casas de banho, encontrei uma terceira porta com o comum sinal dizendo "Proibida a entrada a pessoas estranhas ao serviço". Era o único local onde, aparentemente, as possíveis bruxas se podiam ter escondido.

Encostei silenciosamente o ouvido à porta, mas não ouvi nada. Lentamente, abri uma pequena frincha e espreitei. Assim que um pouco de luz dissipou a escuridão do outro lado, vi umas escadas que levavam até uma outra porta, mais acima. Fechei a primeira atrás de mim e acendi a lanterna. Tendo cuidado para não fazer barulho, comecei a subir.

Apenas alguns degraus depois, ouvi um cântico. Quanto mais subia, mais este se intensificava. Assim que encostei o ouvido à segunda porta, apercebi-me que vinha de trás dela. Era ali que as bruxas se reuniam, não havia dúvida.

O cântico durou mais uns quinze minutos. Após uns momentos de silêncio, uma voz distante e aguda perguntou:

- Que querem de mim?

Devia tratar-se de algum espírito ou criatura que o ritual invocara.

- Tu vês mais do que qualquer uma de nós. Chamámos-te aqui para responderes às nossas perguntas - disse uma voz feminina, certamente pertencente a uma das bruxas.

Uma a uma, as mulheres puseram as suas questões. Confesso que fiquei desiludido. Com todos os mistérios sobre a história e o universo que podiam tentar deslindar, as suas perguntas foram do mais básico possível. Com quem é que fulana andava a trair o marido? Onde sicrano foi buscar dinheiro para comprar um Mercedes novo? Como fulano conseguiu conquistar a atual mulher quando era tão feio?

Fofoquices! Pessoas como aquelas não podiam ser as Bruxas da Noite. Preparava-me para ir embora, quando ouvi a voz aguda e distante dizer:

- Gostavam de saber quem está atrás da porta?

Virei-me para fugir, mas tinha apenas descido três degraus quando a porta se abriu atrás de mim e algo me empurrou. Caí pelas escadas, embatendo contra a porta inferior.

Atordoado e dorido, senti várias mãos pegarem em mim e arrastarem-me pelos degraus acima.

Após alguns minutos de recuperação, as tonturas e a névoa diante dos meus olhos dissiparam-se. Estava, agora, num pequeno quarto sem janelas, iluminado por mais de uma dezena de velas. Havia ali uma estranha mistura entre o moderno e o antigo. Tablets, no ecrã das quais se podiam ver páginas com textos escritos em estranhos caracteres, repousavam sobre um tapete gasto e cheio de marcas de queimado. No seu centro, ardia um pequeno braseiro, cujas chamas se agitavam com o sopro do ar condicionado. Cadeiras modernas, iguais às usadas no salão de chá, misturavam-se com armários que pareciam saídos de antiquários e continham uma infinidade de instrumentos ancestrais.

Sentadas no tapete, as sete mulheres rodeavam-me. Todas elas agora levavam ao pescoço amuletos enormes com um ar antigo e gasto, contrastando marcadamente com os seus vestidos modernos e saltos altos.

- Quem és tu? - perguntou-me uma das bruxas. - E porque nos estavas a escutar?

- Ando à procura das Bruxas da Noite. Conhecem-nas?

- E quem são essas? - perguntou outra bruxa. - Algumas parolas que andam por aí de noite montadas em vassouras?

As suas companheiras riram-se.

- Não nos damos com gentinha dessa - acrescentou uma terceira bruxa. - Só se for mesmo preciso.

- Agora, temos de decidir o que fazer contigo.

- Deixamo-lo ir - disse a primeira bruxa que falou.

- E se ele conta a alguém? - perguntou a mulher que levantara a questão.

- Olha para a roupa dele - respondeu-lhe a companheira. - Achas que alguém vai pôr a palavra de um Zé Ninguém como ele acima da nossa? Ia dar-nos mais problemas desfazermo-nos dele.

- Tens razão - disse outra bruxa. - Vai-te lá embora. Mas não voltes!

Assim fiz. Aquelas não eram claramente as Bruxas da Noite, pelo que não tinham qualquer interesse para mim.

Fui à casa de banho de um café próximo do centro comercial para limpar o fato e as minhas feridas da queda e encaminhei-me para a minha reunião da tarde. Ao contrário do que ocorrera nas minhas explorações anteriores, esta não suscitou nenhum pensamento ou pergunta. Aquelas bruxas eram inúteis para deslindar o mistério que perseguia.
Como era de esperarse, una de las primeras referencias sobre brujas en el diario que había encontrado estaba asociada a la localidad portuguesa más conocida por éstas: Montalegre. De hecho, todos los viernes trece, el pueblo organiza un evento llamado "Noche de las Brujas" para celebrar esa misma tradición.

En una tarde lluviosa de sábado, en que ni mi mujer ni mi hija quisieron salir de casa, fui hasta allá. No había autopistas que llevasen hasta Montalegre, por lo que tuve que usar estradas locales. Durante gran parte del camino, la estrada era amplia y bien cuidada, pero algunas decenas de kilómetros antes de llegar a la villa, se tornó estrecha y llena de curvas. La recorrí despacio y con mucha atención, subiendo y bajando colinas cubiertas de pinos y eucaliptos.

Finalmente, después de una última subida, me encontré con Montalegre. Construida sobre una colina que se erguía sobre una extensa meseta vacía y débilmente arbolada, era una visión impresionante, especialmente en un día gris como aquel. En su punto más alto, entre una mezcla de edificios antiguos y nuevos, se erguía el castillo medieval, su masiva torre de homenaje pareciendo capaz de resistir al propio Apocalipsis.

Según el diario, las brujas de la región sólo se encontraban después de anochecer. Estábamos casi en invierno, por lo que no tenía que esperar mucho, y decidí hacerlo en un café local.

Aproveché la oportunidad para buscar más información sobre el lugar donde el diario decía que las brujas se reunían y direcciones más precisas. El empleado me explicó cómo llegar allí y cómo sería el camino sin hacer preguntas o plantear cualquier dificultad. Sin embargo, un cliente sentado en una mesa cercana, un hombre ya de cierta edad con un sombrero y un bastón colocados en la silla a su lado oyó la conversación y dijo:

- ¡No vaya allí! Es el lugar donde las brujas se reúnen de noche. Si saben que alguien estuvo en su lugar de encuentro, le lanzan un hechizo. Si están de buen humor, sólo le dan una cagalera, si no, le dan una enfermedad que lo debilita y lo mata. Así fue como murió un vecino mío. Le dio curiosidad y...

La advertencia de aquel señor no me disuadió de ir en busca de las brujas. Por el contrario, sólo me confirmó que estaba en el camino cierto.

Pagué y volví a mi coche. Me dirigí, entonces, hacia el este de la villa, entrando en la carretera que atravesaba aquel lado de la meseta. Allí, en aquel día gris, no era difícil ver por qué la región había ganado su reputación de sobrenatural. Una ciénaga flanqueaba la carretera. Aquí y allá, crecía un árbol y, de vez en cuando se veía una laguna, pero contenía sobre todo piedras y maleza, entre las cuales se erguían pequeñas elevaciones. Según el diario, el punto de encuentro de las brujas se escondía detrás de una de éstas.

Aparqué junto al inicio de un sendero que, según el empleado de la cafetería, me llevaría hasta allí, y empecé a seguirlo. Casi de inmediato, estuve feliz de haber llevado mis mejores botas de montaña. El camino era irregular, lleno de piedras y barro. Con cualquier otro calzado habría quedado con los pies empapados y doloridos.

Me tomó poco más de una hora llegar a la pequeña elevación que buscaba. Detrás de ella, encontré un pequeño arbolado, con media docena de árboles y algunos matorrales. En el espacio vagamente circular entre ellas, encontré las cenizas de una reciente hoguera. No había duda de que estaba en el sitio correcto.

El sol ya se encontraba detrás del horizonte, por lo que no debía faltar mucho para que las brujas llegasen para el encuentro de esa noche. Me escondí detrás de un matorral espeso, situado en el lado del claro opuesto al del sendero, y esperé.

Pasó otra hora hasta que empecé a oír alguien llegando. La noche ya había caído en pleno, y el cielo estaba nublado, por lo que allí, lejos de cualquier iluminación pública, poco más lograba ver que negro. Oí la persona entrar en el claro venida del sendero, y, poco después, el sonido de troncos de madera a ser arrojados al suelo. De repente, una pequeña llama se encendió y, instantes después, una hoguera ardía vivamente. Junto a ésta, ahora podía ver a una mujer ya de cierta edad. Estaba toda vestida de negro, incluyendo un pañuelo que le cubría la cabeza.

Durante unos minutos, se quedó allí de pie, esperando. A continuación, una segunda mujer, más joven, pero envergando ropa similar, surgió venida del sendero. Apenas tuvieron tiempo de intercambiar saludos cuando una tercera y una cuarta se unieron a ellas. Los dos últimos elementos del grupo tardaron un poco más, pero cuando llegaron, las seis formaron un círculo alrededor de la hoguera. Entonces, se quitaron la ropa, y pude verlas bien por primera vez.

La más joven tendría poco más de veinte años, mientras que la más vieja hace mucho habría pasado de los ochenta. Al contrario de lo que cuentan algunas leyendas, no vi ninguna marca fuera de lo normal en sus cuerpos.

Desnudas, empezaron a danzar alrededor de la hoguera, cantando algo en una lengua que no reconocí.

Su danza duró una media hora, sus cuerpos retorciéndose de forma caótica, pero, al mismo tiempo, bella y casi hipnotizante. Hasta las brujas más viejas mostraban una agilidad y flexibilidad extraordinarias, hasta sobrenaturales.

Cuando terminaron, se postraron, orientadas hacia la hoguera. De repente, de entre las llamas, saltó una pequeña criatura de piel roja viva. Tenía orejas puntiagudas, entre las cuales crecían dos pequeños cuernos, y un hocico agudo, lleno de dientes como agujas. Pequeñas alas, claramente incapaces de soportar su cuerpo en un vuelo constante, le salían de la espalda.

A ella le siguieron, en una rápida sucesión, otras cinco. Inmediatamente, todas ellas se unieron a las brujas y retomaron la danza. No podía imaginarme cuál era el propósito de ese ritual.

Había una evidente similitud entre aquellos seres y los evocados por el culto que yo encontrara en el convento de San Francisco, en Viana do Castelo. Sin embargo, en aquel momento no me di cuenta de eso. Estaba demasiado preocupado en averiguar si aquellas eran o no las Brujas de la Noche. Si me hubiese dado cuenta, tal vez algunas muertes que ocurrieron más tarde podrían haber sido evitadas.

De repente, una de las criaturas salió del círculo de danza y empezó a olfatear el aire. Pasados unos segundos, se volvió hacia sus compañeros y dijo:

- No estamos solos.

Un escalofrío subió mi espina dorsal. Claramente estaba hablando de mí.

Las brujas y los restantes diablillos interrumpieron su danza y canto. Yo me preparé para escapar, pero era demasiado tarde.

- ¡Sal de ahí! - dijo el primer diablillo con una voz estridente, en la dirección del matorral detrás del cual me había escondido. - Y ni pienses en huir. Mis hermanos y yo vemos bien en la oscuridad y somos más rápidos de lo que parecemos. Sin duda te alcanzaremos. Y no te va a gustar lo que vamos a hacer después.

La criatura emitió una risa cruel.

Con una mezcla de miedo y curiosidad, salí de detrás del matorral, y me acerqué a la hoguera.

- Es peligroso andar por aquí después del anochecer - dijo una de las brujas, una de las más jóvenes, con una sonrisa socarrona. - Y más aún mirar nuestros rituales.

- ¿Ustedes son las Brujas de la Noche? - le pregunté, yendo directo al grano.

Después de todo, qué más podía decir.

Al escuchar el nombre, los diablillos roznaron y las brujas escupieron a la hoguera.

- No nos confundas con esas zorras - dijo una de las brujas más viejas.

- Nosotras somos devotas del Cornudo, el Diablo, Belcebú. Es el que nos da nuestros poderes - explicó una bruja de la mediana edad. - Las Brujas de la Noche salieron de repente de la nada y nadie sabe de dónde viene su poder o a quién sirven. Pero no son como nosotras.

- ¡Zorras! - gritó la bruja más vieja. - Aparecen de la nada y se creen mejor que nosotras. No van a los Grandes Conventículos, no respetan a nuestro maestro, ni siquiera nos reconocen como hermanas.

- ¿Cuál es tu interés en ellas? - preguntó uno de los diablillos.

A pesar de ya estar acostumbrado a hablar con criaturas extrañas, dudé durante un segundo. Había algo inquietante en aquellos seres. Sin embargo, al final les conté la historia de las muertes, de los trasgos y del bulto negro en la casa abandonada.

Durante algunos momentos, nadie dijo nada. Creo que no sabían bien cómo reaccionar.

Por fin, el diablillo que me interrogó dijo:

- Vete de aquí. Y sólo te dejamos ir porque quieres interferir en los planes de las Brujas de la Noche. Pero no vuelvas.

Sin decir nada más, así lo hice. Ya en el sendero de vuelta al coche, oí a las brujas y los diablillos a retomar su canto.

Durante gran parte del camino, al contrario de lo que era habitual, no pude pensar en lo que acababa de descubrir. Las carreteras estrechas y llenas de curvas requerían toda mi atención en el oscuro. Sin embargo, cuando llegué a carreteras mejores, mi mente comenzó a divagar.

Aquellas no eran las Brujas de la Noche, eso estaba claro, pero el desprecio que mostraron por ellas, y el hecho de que las consideraban como una otra ceita fue un descubrimiento importante. Por desgracia, eso no respondía al misterio de quién eran las Brujas de la Noche, lo que pretendían y dónde encontrarlas. Sólo lo adensaba.

Cuando llegué a Braga ya era casi hora de la cena. Llamé a mi mujer y a mi hija a preguntar si querían comidas de Burger King. Quería compensarlas por mi ausencia.

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:iconpaytonsnewheart:
paytonsnewheart Featured By Owner Feb 26, 2018  Hobbyist Digital Artist
Thanks for the llama!
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:iconchateaugrief:
chateaugrief Featured By Owner Feb 6, 2017  Professional Digital Artist
Thanks for the llama!
Bridalveil Fall by chateaugrief
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:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 5, 2017  Hobbyist Digital Artist
Thank you for the llama golden 1 by EXOstock    Owl mystery by exobiology
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:iconshadowphoenixpt:
shadowphoenixpt Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Writer
:)
Reply
:iconexobiology:
exobiology Featured By Owner Feb 6, 2017  Hobbyist Digital Artist
Heart 
Reply
:iconmaria-schreuders:
Maria-Schreuders Featured By Owner Jan 30, 2017  Hobbyist Photographer
Thank you so much for taking the time to fave and comment on my photo  :+fav: :heart:  I really appreciate this
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:iconjoran-belar:
Joran-Belar Featured By Owner Jan 24, 2017  Hobbyist General Artist
Thanks for the fav on

The Battle of Narendra III by Joran-Belar

Greez
J.J.
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